O Banco do Brasil (BB) anunciou que conseguiu reduzir em 90% o tempo médio para contratação de operações de câmbio por grandes empresas com o uso de agente autônomo de Inteligência Artificial (IA).
“A atividades que antes demandavam cerca de 40 minutos passaram a ser concluídas em aproximadamente quatro minutos”, ressalta o BB em comunicado à imprensa. Esse tipo de operação exige a análise de vários documentos e, por isso, levava mais tempo.
O Agente Autônomo de Câmbio do BB foi desenvolvido na plataforma Microsoft Foundry. A ferramenta automatiza a leitura, interpretação e consolidação dos documentos enviados pelos clientes, reunindo as informações necessárias para a formalização das transações.
Nas operações de câmbio do BB, a validação final continua sob responsabilidade das equipes especializadas do banco. “A iniciativa representa um avanço relevante na aplicação de inteligência artificial em processos financeiros complexos e altamente regulados”, ressalta o comunicado.
Com a evolução do agente de IA, o Banco do Brasil poderá ampliar o horário para recebimento de solicitações de operações de câmbio.
“A solução faz parte da estratégia do Banco de ampliar o uso de tecnologias avançadas em processos de negócio”, afirma o gerente geral da Unidade Inteligência Artificial e Analítica do Banco do Brasil, Rafael Rovani, na nota. Com a operação bem sucedida no câmbio, há a possibilidade também do uso de agentes de IA em outras atividades de retaguarda, especialmente aquelas que envolvem elevado volume de informações, processos complexos e requisitos rigorosos de conformidade, ressalta o executivo.
Ranking de IA
Bancos brasileiros lideram o primeiro ranking das instituições financeiras mais maduras na aplicação da Inteligência Artificial na América Latina, conforme índice compilado pela plataforma Evident. Nubank, Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil ocupam, respectivamente, as quatro primeiras posições da lista.
O Brasil é sede de sete das 20 instituições avaliadas pelo levantamento. O BTG Pactual aparece na sétima colocação, enquanto a Caixa Econômica Federal vem em 12º lugar e o Banco Safra, em 17º.
Segundo a pesquisa, o Nubank se destaca por ter uma das maiores concentrações de profissionais especializados em IA. Mais de 5% da força de trabalho da fintech atua em funções relacionadas a essa tecnologia, cerca de três vezes acima da média dos demais bancos da região.
Na segunda posição, o Itaú tem o maior número absoluto de profissionais de IA entre os bancos avaliados. Também mobiliza investimentos em governança e mecanismos de controles voltados ao uso responsável da IA, ainda conforme o estudo.
O Bradesco, por sua vez, tem fortalecido capacidades tecnológicas internas e ampliado o uso de IA por meio de iniciativas como a plataforma Bridge e os assistentes BIA, ressalta a publicação. Iniciativas de análise de análise de crédito apoiadas por IA já contribuíram com mais de R$ 1 bilhão em receita adicional para o banco, segundo o relatório.
Já o Banco do Brasil, em quarto, tinha mais de 2 mil soluções de IA em produção até o primeiro trimestre, incluindo modelos de machine learning, IA generativa e agentes autonômos.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Altamiro Silva Junior).
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