Guerra entre EUA e Irã pode exigir prorrogação de subsídio ao diesel, diz ministro

Na ocasião, o ministro lembrou que o PIS/Cofins sobre o óleo foi zerado para conter a alta internacional do petróleo

Produtores do Rio Grande do Sul relatam falta de diesel e temem impacto na safra

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, destacou nesta segunda-feira, 25, que o cenário de instabilidade gerado pelo conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã ainda deve trazer impactos negativos no futuro. Ao comentar o pacote adotado na esfera federal para conter a alta do diesel no Brasil, Márcio Elias disse que há disposição do governo federal em prorrogar a subvenção ao diesel.

“As duas medidas que foram tomadas reduziram o risco de explosão de preços, o que impactaria muito o setor privado. Infelizmente, a guerra não acabou. É possível que nós tenhamos que reeditar essas medidas ao longo do período”, disse durante um seminário da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no Rio de Janeiro.

“Há disposição do governo, que é a de não perder tempo. Isso já ficou evidente na crise com as tarifas dos Estados Unidos”, complementou.

Com a escalada do preço do petróleo após o início da guerra no Oriente Médio, o governo federal adotou medidas combinando desoneração e subsídios temporários.

Entre as medidas, foi zerado o PIS/Cofins sobre o óleo diesel e criada uma subvenção para o diesel importado, desenhada em cooperação com os Estados: o benefício foi apresentado como R$ 1,20 por litro, com divisão igual de custos entre União (R$ 0,60) e governos estaduais (R$ 0,60). Em paralelo, houve subvenção ao diesel produzido no Brasil.

Questionado por jornalistas sobre se a extensão das medidas alteraria os valores da subvenção, o ministro enfatizou que nenhuma medida pode ser descartada. “Não há nenhuma medida que você possa descartar, dizendo que o governo não pode fazer. Não falta coragem para o governo tomar a decisão. Hoje, do modo como está decidido, o dano está contido.”

Com informação do Estadão de Conteúdo (Gabriela da Cunha).
Imagem: Shutterstock      

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