A Bershka, do Grupo Inditex – que acaba de chegar ao Brasil – mantém no Trafford Centre, em Manchester, no Reino Unido, um dos conceitos de loja mais imersivos e tecnologicamente avançados da marca até hoje. A flagship é dos cases listados no Retail Innovations 2026, que traz as principais inovações do varejo por todo o planeta e é elaborado pelo Grupo Ebeltoft, aliança de consultorias da qual a Gouvêa Ecosystem faz parte.
A loja foi aberta em agosto de 2025 e tem como foco em consumidores nativos digitais. O portfólio é distribuído em três zonas bem definidas — Bershka, BSK (linha teen) e Man —, cada uma com entrada e identidade próprias.
A escolha de materiais como madeiras nobres, acabamentos cerâmicos, MDF laqueado e uma fachada em pedra com textura de pedreira cria forte diferenciação visual e orienta a navegação dos clientes. O design do espaço valoriza o storytelling dos produtos e estabelece uma hierarquia clara entre as coleções.
A loja também integra tecnologias avançadas voltadas a elevar a experiência presencial para um público jovem altamente conectado. Confira, a seguir, alguns elementos da loja:
- Provador com Realidade Aumentada (RA)
Espelhos com RA permitem que os clientes experimentem produtos virtualmente por meio de filtros do Snapchat desenvolvidos exclusivamente para a Bershka. Um QR code dá acesso ao provador digital, permitindo continuar a experiência de styling e compartilhamento. - Experiências sensoriais com identidade local
Por meio do projeto Bershka Music e de uma parceria com a plataforma britânica NTS Radio, a loja oferece apresentações ao vivo e playlists com artistas emergentes, disponíveis exclusivamente nesse espaço. - Espaços funcionais guiados pelo design
As áreas de pagamento foram repensadas como ilhas escultóricas de madeira, transformando um ponto funcional em elemento visual de destaque, integrado à estética imersiva da loja.

Para os especialistas do Grupo Ebeltoft, a nova flagship da Bershka em Manchester evidencia a abordagem omnichannel do grupo Inditex, combinando design imersivo com tecnologia direcionada para engajar consumidores jovens e nativos digitais.
Esse público passa grande parte do tempo online e é influenciado pelas redes sociais, mas ainda busca experiências sociais no ambiente físico.
“A segmentação por zonas dá identidade própria a cada linha, melhora a navegação e reduz a fricção na decisão de compra entre diferentes perfis de clientes. Também responde à crescente demanda por varejo experiencial, em que os consumidores esperam tanto transações fluidas quanto envolvimento com a marca”, diz o grupo.
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