A cidade de São Paulo já colocou em prática, desde 2024, uma política pública semelhante à anunciada pelo prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, em abril deste ano, que propôs a criação de supermercados públicos para ampliar a segurança alimentar e garantir comida a preços acessíveis. Enquanto a metrópole norte-americana inicia a estruturação do projeto, a capital paulista já conta com sete unidades do Armazém Solidário em funcionamento e deve inaugurar outras três até o fim do ano.
O anúncio foi feito por Mamdani ao completar os cem primeiros dias de governo. Em Nova York, a proposta prevê mercados administrados pela prefeitura, sem fins lucrativos, com foco em atender famílias em situação de vulnerabilidade social e regiões com baixa oferta de alimentos acessíveis. A primeira unidade deverá ser instalada em East Harlem, bairro popular da cidade.
Em São Paulo, o Armazém Solidário atende famílias cadastradas no CadÚnico. O programa funciona como mercado popular, oferecendo alimentos industrializados, hortifrutigranjeiros, produtos de higiene e limpeza com preços, em média, 30% menores do que os praticados no comércio tradicional de cada região.
Além da comercialização, o programa também atua diretamente no combate à fome por meio da Banca Solidária, espaço que distribui gratuitamente itens básicos como arroz, açúcar, farinha, leite em pó e até ração para pets. Os produtos são arrecadados pelo Banco de Alimentos do município, e cada pessoa pode retirar até um quilo por dia.
Atualmente, as sete unidades estão localizadas no City Jaraguá, Jaraguá e Estrada do Sabão, na Brasilândia (Zona Norte); São Miguel Paulista, Guaianases e Cidade Tiradentes (Zona Leste); e M’Boi Mirim (Zona Sul), considerada a mais nova e moderna da rede. Outras três unidades já estão previstas para Pedreira, Grajaú e Itaquera.
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