China pede que EUA eliminem tarifas unilaterais e critica nova alíquota de 12,5%

EUA se comprometeram com o país a limitar tarifas substitutivas a, no máximo, 20%, durante as negociações bilaterais

China acusa EUA de desestabilizar cadeias de suprimentos

A China cobrou os Estados Unidos a “corrigirem seus erros” e eliminarem completamente as medidas tarifárias unilaterais, após Washington anunciar a imposição de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos chineses no âmbito da investigação da Seção 301 relacionada ao trabalho forçado.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, 27, o Ministério do Comércio chinês afirmou que se opõe “firmemente” à decisão do Representante de Comércio dos EUA (USTR), classificando a medida como um exemplo de “unilateralismo e protecionismo”. Segundo Pequim, os EUA usam a questão do trabalho forçado como pretexto para justificar novas barreiras comerciais, apesar de, segundo o governo chinês, não terem ratificado a Convenção sobre o Trabalho Forçado de 1930.

O ministério também destacou que Washington sinalizou diversas vezes a intenção de substituir, por meio das tarifas da Seção 301, as tarifas impostas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) e na sobretaxa de importação da Seção 122. Segundo a China, durante as negociações comerciais bilaterais, os EUA se comprometeram a limitar essas tarifas substitutivas a, no máximo, 20%. A nova alíquota de 12,5%, afirmou Pequim, está dentro desse limite.

O governo chinês ressaltou ainda que permanecem em vigor as medidas de retaliação adotadas contra a primeira rodada das chamadas tarifas relacionadas ao fentanil e das tarifas recíprocas impostas pelos EUA. “Continuaremos acompanhando de perto e avaliando de forma abrangente as medidas subsequentes adotadas pelos Estados Unidos, reservando-nos o direito de tomar todas as medidas necessárias”, afirmou.

Pequim reiterou que está disposta a manter o diálogo com Washington “com base no respeito mútuo, na igualdade e no benefício recíproco”, e pediu que os EUA implementem os consensos alcançados nas negociações econômicas e comerciais, reduzam os pontos de divergência e ampliem a cooperação entre os dois países.

Com informação do Estadão de Conteúdo (Pedro Lima).
Imagem: Shutterstock      

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