As ações da ChangXin Memory Technologies (CXMT), a maior fabricante de chips de memória da China, dispararam nesta segunda-feira, 27, após estrearem na bolsa de Xangai, na maior oferta pública inicial (IPO) da China continental nos últimos anos. Por volta do meio-dia (pelo horário local), os papéis registravam alta de cerca de 470%.
A CXMT levantou pelo menos US$ 8,6 bilhões com a oferta no mercado Star da Bolsa de Valores de Xangai, um segmento semelhante à Nasdaq. A companhia está entre as muitas fabricantes de chips que lucraram significativamente com o boom da Inteligência Artificial.
Fundada em 2016 na cidade de Hefei, no leste do país, a CXMT é especializada em memória DRAM, um tipo de semicondutor utilizado em diversos tipos de aparelhos.
Fabricação de chips
A China anunciou a proibição temporária das exportações de hélio, gás considerado essencial para a fabricação de semicondutores, em uma medida voltada a preservar o abastecimento doméstico. A decisão entrou em vigor imediatamente e foi divulgada em comunicado conjunto do Ministério do Comércio e da Administração Geral das Alfândegas, com base na Lei de Comércio Exterior do país.
As autoridades chinesas não informaram quando a restrição será suspensa nem detalharam os motivos da medida. A decisão ocorre em meio à escassez global de hélio provocada pelo conflito no Oriente Médio, que pressionou o abastecimento da China, um dos principais importadores do gás. O hélio é amplamente utilizado na indústria de chips, e interrupções no fornecimento podem representar um risco para os esforços de Pequim de fortalecer sua cadeia doméstica de semicondutores.
Em abril, a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC), maior fabricante de chips sob contrato do mundo, já havia alertado que interrupções no Catar reduziram cerca de um terço da oferta global de hélio. Na ocasião, executivos da companhia defenderam o reforço das reservas estratégicas e a diversificação de fornecedores para evitar impactos na produção de semicondutores, embora tenham afirmado que a empresa não esperava interrupções no curto prazo. O Catar fornece um terço do hélio mundial.
Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Associated Press).
Imagem: Reprodução/CXMT
