O conglomerado de luxo LVMH, proprietária de marcas como Louis Vuitton, Sephora e Tiffany, anunciou aumento da receita no segundo trimestre, indicando uma recuperação do setor.
A receita totalizou 19,52 bilhões de euros no segundo trimestre de 2026, o que correspondeu a um crescimento orgânico de 3% ante o mesmo período de 2025. O resultado superou as expectativas de 19,45 bilhões de euros, de acordo com estimativas compiladas pela Visible Alpha.
No primeiro semestre do ano, a LVMH anunciou lucro líquido de 5,7 bilhões de euros, estável no comparativo anual. O lucro das operações recorrentes caiu para 8,7 bilhões de euros, ante 9,01 bilhões de euros.
Entre os destaques dos primeiros seis meses do ano, a LVMH citou a aceleração gradual no segmento de Moda e Artigos de Couro, que voltou a ter crescimento orgânico da receita no segundo trimestre. Excelente desempenho em joalheria para a Tiffany e a Bvlgari e o crescimento sustentado da Sephora também foram outros pontos de destaque, segundo resultado divulgado nesta segunda-feira, 27.
4º trimestre
A varejista de luxo fechou 2025 com lucro líquido de 10,88 bilhões de euros, superando as projeções de 10,55 bilhões de euros dos analistas consultados pela Visible Alpha.
A LVMH registrou vendas de 22,72 bilhões de euros no quarto trimestre, uma alta de 1% em termos orgânicos. Segundo a Visible Alpha, os analistas previam vendas de 22,59 bilhões de euros e uma queda orgânica de 0,3%. Em termos de receita, a empresa acumulou 80,8 bilhões de euros ao longo de 2025.
“A Europa registrou queda no segundo semestre do ano, enquanto os Estados Unidos apresentaram crescimento, beneficiando-se da forte demanda interna. A Ásia apresentou uma melhora notável nas tendências em relação a 2024, com retorno ao crescimento no segundo semestre do ano”, aponta a empresa.
“Apesar de um cenário geopolítico e macroeconômico ainda incerto, o Grupo mantém-se confiante e dará continuidade à sua estratégia focada no desenvolvimento da marca, alicerçada na inovação e no investimento contínuos, bem como na busca rigorosa pelo desejo e qualidade de seus produtos e de sua distribuição”, pontua.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Patricia Lara e Dow Jones Newswires).
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