Financiamentos aprovados pelo BNDES à Embraer alcançam R$ 28,7 bi

Os aportes foram 108% maiores do que os registrados entre 2019 e 2022

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já aprovou R$ 28,7 bilhões para a Embraer desde janeiro de 2023. Os aportes foram 108% maiores do que os registrados entre 2019 e 2022, que somaram R$ 13,8 bilhões.

As linhas Exim Pós-embarque e Exim Pré-embarque somaram R$ 27,13 bilhões em aprovações entre 2023 e 2025, versus R$ 13,8 bilhões entre 2019 e 2022.

Na linha Pós-embarque o banco aprovou financiamentos para a exportação de 169 aeronaves entre 2023 e 2025, número 101% superior às 84 aeronaves financiadas entre 2019 e 2022.

O BNDES também aprovou, desde 2023, financiamentos que totalizam R$ 1,68 bilhão, voltados ao desenvolvimento de novas tecnologias, incluindo o apoio à Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer dedicada ao desenvolvimento de soluções para o mercado de Mobilidade Aérea Urbana (UAM), incluindo uma aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL, na sigla em inglês).

Além do financiamento, o banco assumiu participação acionária na Eve, após aporte de R$ 405,3 milhões por meio da BNDESpar.

Parceria na Índia

A Embraer informou que assinou um Memorando de Entendimento (MoU, na sigla em inglês) com a Adani Defence & Aerospace para desenvolver na Índia um ecossistema integrado de aeronaves com foco na aviação comercial regional. As empresas planejam cooperar na fabricação de aviões, na cadeia de suprimentos, nos serviços de pós-venda e no treinamento de pilotos.

Em nota, a fabricante brasileira destaca que a parceria prevê a instalação de uma unidade de produção de aeronaves na Índia, com aplicação gradual do conteúdo produzido localmente, apoiando o programa de Aeronaves de Transporte Regional (RTA, na sigla em inglês).

Conforme a Embraer, a iniciativa também se alinha aos programas Aatmanirbhar Bharat (Índia Autossuficiente), que busca fortalecer a capacidade industrial no país, e ao UDAN – política nacional voltada para ampliação da conectividade aérea regional.

Com informação do Estadão de Conteúdo (Elisa Calmon).
Imagem: Shutterstock     

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