Petrobras projeta petróleo a US$ 70 até o final do ano, diz presidente da estatal

Executiva diz que estatal define preços para evitar volatilidade e não sofre pressão da paridade

Petrobras diz que pode reduzir impacto da alta do petróleo no Brasil

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, avaliou que os efeitos da guerra iniciada em 28 de fevereiro não devem desaparecer rapidamente, mesmo que haja esforços imediatos para encerrar o conflito. A executiva destacou que a o cenário projetado pela Petrobras aponta para queda nos preços do petróleo e de seus derivados, com o barril em torno de US$ 70 ao final do ano.

“A gente se prepara para o preço baixo. Nossos projetos têm que ser resilientes a preço baixo. Temos que ser capazes de lidar com isso”, afirmou ela a jornalistas durante evento na cidade de Duque de Caxias, na baixada fluminense.

Ao ser questionada sobre a paridade de importação (PPI), a executiva destacou que todos os cenários em termos de preço são construídos pela Petrobras para evitar a volatilidade internacional no ambiente doméstico. “Se você me perguntar se estamos pressionados pela paridade internacional, nós não estamos pressionados pelo preço”, destacou.

Desde maio de 2023, a Petrobras abandonou o PPI e passou a praticar uma estratégia de comercialização que leva em conta o maior preço que o cliente aceita pagar e o menor preço que a Petrobras aceita receber.

US$ 101 o barril

O preço do petróleo começou a semana em alta com o impasse nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã no fim de semana, que mantém restrições à navegação no Golfo. O Estreito de Ormuz continua fechando, prejudicando o tráfego de petróleo para o mundo.

No início do pregão asiático, o Brent avançou com força, enquanto o dólar registrou leve alta. O barril do Brent, referência internacional, subiu mais de 2% e atingiu US$ 101,32, refletindo preocupações com a oferta global diante das tensões na região.

Analistas avaliam que o comportamento dos mercados ao longo da semana deve seguir sensível a qualquer avanço ou retrocesso nas negociações diplomáticas, além de novos desdobramentos envolvendo o fluxo de petróleo na região do Golfo, um dos principais corredores energéticos do mundo.

Com informação do Estadão de Conteúdo (Gabriela da Cunha).
Imagem: Shutterstock     

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