A revolução social dos negócios

A rede de livrarias Borders encerrou atividades em 2011. Atualmente, a maior rede americana com 650 livrarias no país, a Barnes & Noble, fecha as portas de 20 lojas a cada ano. Então porque a Amazon vem inaugurando lojas e quiosques nos EUA e em outros países? E, em um movimento mais inusitado ainda, porque a Google tentou comprar uma divisão de negócios da tradicional seguradora AIG?
Não estamos vivendo uma revolução tecnológica, mas uma social. A criação de riqueza não virá mais do capital ou de ativos tangíveis, mas do uso inovador da informação. Qualidade, rapidez e disponibilidade não mais diferenciam produtos e serviços. São o mínimo esperado ou o novo normal. O consumidor hoje busca intimidade, propósito e informação: essa é a chave para o êxito nesse novo ambiente de negócios. Seguradoras precisam processar zettabytes de dados para precificar corretamente suas apólices.
Processar dados e gerar informação é o business da Google. A Amazon está abrindo lojas físicas a fim de entender o que ainda faz algumas pessoas preferirem consumir no mundo off-line. Ou seja, a Amazon está investindo no mundo off-line para aumentar ainda mais o seu negócio online!
Em linguagem dinâmica e acessível, Jerk – Twelve Steps to Rule the World decifra as situações descritas acima e explica o que empresas como Airbnb, Uber, Simple Bank e Doctor on Demand fazem para romper com o status quo de indústrias que pareciam estabelecidas em alicerces sólidos.
Além de usar informação para criar intimidade e propostas de valor personalizadas para o consumidor, empresas Jerk tratam seus clientes como verdadeiros parceiros na geração dessa informação em benefício de ambos. Pense em como isso é verdade na atualização coletiva e colaborativa do aplicativo de trânsito Waze.
Outro diferenciador das empresas Jerk é como elas lidam com seus erros. As empresas Jerk fazem testes frequentes e ousam errar, e errar rapidamente, a fim de aprender com esses pequenos fracassos e crescer. Empresas tradicionais se esforçam, de forma paralisante, para evitar falhas.
O livro não se resume a discorrer sobre essas e demais características das empresas Jerk, mas coloca de forma clara a Fórmula Jerk para que outras empresas possam seguir o mesmo caminho e se reinventar. Alguns dos conselhos chamarão atenção, como o acrônimo DIE: quebre suas regras e crie sua própria moeda.
*Este artigo é de autoria de Chris Surdack, ex-cientista da NASA que já trabalhou em empresas de tecnologia e consultoria, e não representa necessariamente a opinião da revista.
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