EUA fecham acordo com Boeing e Lockheed para triplicar sensores de mísseis

A iniciativa reúne aquisições para ampliar produção, fornecedores e investimentos em capacidade e mão de obra

EUA fecham acordo com Boeing e Lockheed para triplicar sensores de mísseis

O Departamento de Guerra dos Estados Unidos anunciou um acordo com a Boeing e a Lockheed Martin para triplicar a capacidade de produção dos sensores de guiagem, chamados de “seekers”, do sistema de mísseis Patriot PAC-3 MSE, em mais um passo para reforçar a base industrial de defesa do país.

O contrato com a Boeing, com duração de sete anos, complementa um entendimento recente com a Lockheed para mais que triplicar a produção total dos mísseis.

Em comunicado, o Pentágono afirmou que a iniciativa faz parte de uma nova estratégia de aquisições voltada a ampliar a produção com maior integração da cadeia de fornecedores, garantindo “estabilidade e sinais de demanda de longo prazo” para estimular investimentos em capacidade, equipamentos e mão de obra.

Os sensores de guiagem, produzidos pela Boeing, são responsáveis por fornecer dados usados na orientação dos mísseis, permitindo interceptações de alta precisão. O governo afirma que o acordo busca reduzir gargalos e ampliar a escala de produção diante das demandas operacionais.

“Para construir um verdadeiro ‘Arsenal da Liberdade’, precisamos fortalecer cada elo da cadeia”, afirmou o subsecretário de Aquisições e Sustentação, Michael Duffey. Segundo ele, o foco está em “velocidade, volume e uma cadeia de suprimentos resiliente”.

Ameaça empresas tech

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) afirmou que empresas norte-americanas e afiliadas no setor de tecnologia e finanças passarão a ser “alvos legítimos” na região do Golfo a partir de 1º de abril, elevando a tensão com os Estados Unidos e aliados.

Em comunicado, o órgão listou como potenciais alvos Cisco, HP, Intel, Oracle, Microsoft, Apple, Google, Meta, IBM, Dell, Palantir, Nvidia, JPMorgan, Tesla, GE, Spire Solution, G42 e Boeing.

Segundo o texto, essas companhias estariam envolvidas em “operações terroristas” por meio de atividades de tecnologia da informação, Inteligência Artificial (IA) e rastreamento de alvos por meio de espionagem. A Guarda não apresentou provas das acusações.

Com informação do Estadão de Conteúdo (Pedro Lima).
Imagem: Agência Brasil 

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