A Delta Air Lines informou nesta sexta-feira, 10, que a demanda segue forte e que os consumidores continuam pagando mais pelas passagens, o que sustentou o crescimento da receita no segundo trimestre, apesar do salto nos custos de combustível.
A companhia aérea de Atlanta registrou alta de 19% na receita operacional total, para US$ 19,76 bilhões. Desconsiderando vendas a terceiros de sua refinaria e outros itens, a receita ajustada avançou 14%, para US$ 17,67 bilhões, acima do consenso de analistas de US$ 17,55 bilhões, segundo a FactSet.
O desempenho foi impulsionado principalmente por preços mais altos, já que a capacidade (oferta de assentos) cresceu apenas 1% no trimestre. A empresa apontou melhora nas vendas de passagens na classe econômica, enquanto outras fontes de receita – como assentos premium, programa de fidelidade e carga – cresceram 18%.
Apesar do aumento da receita, o lucro encolheu, com os custos – liderados pelo combustível – avançando mais do que as vendas. O lucro no trimestre foi de US$ 1,6 bilhão, ou US$ 2,44 por ação, ante US$ 2,13 bilhões, ou US$ 3,27 por ação, um ano antes. No critério ajustado, o lucro ficou em US$ 1,56 por ação, 7 centavos acima do esperado pelo mercado.
A Delta afirmou que enfrentou seus maiores custos trimestrais de combustível da história, em meio à disparada do petróleo após a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, que elevou os preços do querosene de aviação e pressionou a rentabilidade do setor.
No segundo trimestre, o combustível custou, em média, US$ 3,66 o galão, acima dos US$ 2,21 o galão de um ano antes. A empresa afirmou ter amortecido parte do impacto graças à refinaria na Pensilvânia adquirida em 2012, que processa petróleo em combustível.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Sergio Caldas e Dow Jones Newswires).
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