Marmita conquista as classes A/B com proposta de saúde e conveniência

Segundo pesquisa da SaudaBe, 36% buscam saúde e longevidade, mas menos de 10% mantêm hábitos equilibrados

marmita

A marmita deixou de ser apenas uma alternativa para economizar nas refeições e passou a fazer parte da rotina de consumidores que buscam praticidade, organização alimentar e maior controle sobre o que comem. A mudança de comportamento aparece na pesquisa “Radiografia do Consumo de Marmitas no Brasil”, realizada pela SaudaBe, que entrevistou 1.500 consumidores em 12 estados brasileiros, considerando todas as classes sociais, de A a E.

O estudo mostra que 36% dos brasileiros apontam saúde e longevidade como principais objetivos relacionados à alimentação, mas menos de 10% afirmam manter uma rotina realmente equilibrada.

“Essa categoria virou um dos lugares mais reveladores do consumo alimentar brasileiro. É onde aparecem mudanças de hábito, decisões de saúde, escolhas de canal e reorganização do orçamento”, afirma Rodrigo Marsilli, cofundador da SaudaBe.

O estudo também identificou seis perfis de consumidores de marmita, analisando hábitos de compra, composição dos pratos, critérios de escolha, canais utilizados e marcas consideradas. O público vai desde consumidores que procuram reduzir despesas até clientes das classes A/B, interessados em soluções mais práticas para a alimentação.

Entre os principais motivos para o consumo de marmitas estão a economia, a praticidade, o controle alimentar, o planejamento das refeições e a busca por resultados relacionados à atividade física.

WhatsApp passa supermercados na compra de marmitas

A pesquisa também apontou mudanças nos canais de compra. O delivery por aplicativo aparece como o principal meio de acesso às marmitas, seguido pelo WhatsApp, utilizado em pedidos diretos com produtores locais.

O canal já supera os supermercados na preferência dos consumidores da categoria, indicando maior participação de modelos de compra mais próximos entre fornecedor e cliente.

Uso de canetas emagrecedoras aparece entre consumidores

Outro dado levantado pelo estudo envolve o uso de medicamentos para perda de peso. Cerca de 10% dos consumidores de marmitas afirmam utilizar canetas emagrecedoras, percentual que aumenta entre consumidores das classes A/B.

O levantamento aponta que o comportamento traz novos desafios para empresas do segmento, principalmente na definição das porções e na composição nutricional das refeições.

Imagem: Envato

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