Lançado em 2020, o Pix alcançou um estágio de universalização em menos de quatro anos e já é o principal meio de recebimento das vendas para cerca de seis em cada dez donos de pequenos negócios, além de ser a forma de pagamento preferida de 53% dos pequenos empresários para transações com parceiros comerciais.
Os dados são da pesquisa “Hábitos Financeiros dos Pequenos Negócios”, realizada pelo Sebrae e pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), e mostram que, no caso dos microempreendedores individuais (MEIs), a adesão ao Pix foi ainda maior. O levantamento aponta que 97% deles utilizam a plataforma como alternativa de pagamento. Para 28% desses empreendimentos, a modalidade responde por mais de 75% de todo o faturamento e, para outros 20%, é responsável por cerca de 51% dos recebimentos.
“É uma forma de pagamento que não tem mais volta e se tornou a queridinha dos pequenos negócios pelo rápido recebimento e para a manutenção do fluxo de caixa dessas empresas. No fundo, é uma das formas que o setor utiliza para criar mais oportunidades de crescimento e aumentar a geração de empregos”, afirma o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares.
80% da população já usa
De acordo com dados do Banco Central, o Pix conta com cerca de 170 milhões de usuários pessoas físicas, o equivalente a 80% da população, além de mais de 24 milhões de usuários pessoas jurídicas. Anualmente, movimenta mais de R$ 30 trilhões, valor equivalente a quase três vezes o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e a cerca de 20% do PIB dos Estados Unidos.
“Este é o tamanho do mercado que seria disputado pelas Big Techs (Apple Pay, Google Pay, Amazon Pay, Meta Pay e Microsoft), se o Banco Central não oferecesse esse serviço de forma gratuita e referência de eficiência mundial. Não se trata de prática desleal de comércio, alegado por Trump para impor aumento de tarifas sobre nossas exportações. Mas sim, disputa de mercado”, diz Soares.
Em 2025, o Pix bateu seu recorde histórico anual ao movimentar um total de R$ 35,4 trilhões e registrar quase 80 bilhões de transações. O resultado representa um crescimento de 33,6% no volume de valores transferidos em comparação com o ano anterior.
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