Santander confirma adesão ao Novo Desenrola e diz estar preparado para iniciar oferta

Grupo se junta a bancos que aderiram ao programa, como Bradesco, Nubank e Banco do Brasil

Santander confirma adesão ao Novo Desenrola e diz estar preparado para iniciar oferta

O Santander Brasil se juntou ao crescente grupo de bancos que confirmaram a adesão ao Novo Desenrola Brasil, programa do governo que busca reduzir a pressão de endividamento das famílias. Em nota, o banco disse estar preparado para iniciar a oferta do serviço “o mais brevemente possível”, conforme as condições da iniciativa.

A instituição financeira também ressalta ter alternativas diferenciadas para os clientes que não se enquadrem ao programa, com taxas e prazos especiais. “O Santander considera positivas iniciativas que favoreçam a saúde financeira da população brasileira e informa que irá aderir ao Novo Desenrola Brasil”, diz o comunicado.

Mais cedo, vários outros bancos haviam anunciado a participação no programa, entre eles Bradesco, Nubank e Banco do Brasil. Na semana passada, o presidente do Santander Brasil, Mario Leão, elogiou a medida e rejeitou as críticas de que ela teriam cunho eleitoral. “Acreditamos na relevância, necessidade e timing do programa”, disse, na ocasião.

Regras

Começa a valer nesta terça-feira, 5, o Novo Desenrola Brasil, programa que busca ajudar a população a renegociar dívidas e recuperar crédito.

A medida Provisória n° 1.355, que prevê a iniciativa, está publicada na edição de hoje Diário Oficial da União.

A nova medida destina-se a pessoas físicas que atendam aos seguintes requisitos:

  • Ter renda mensal igual ou inferior a cinco salários mínimos (R$ 8.105);
  • Possuir contratos de operações de crédito celebrados até 31 de janeiro de 2026 e estar com parcelas em atraso entre 91 e 720 dias até ontem, nas seguintes modalidades:
    1. Cartão de crédito, nas modalidades parcelada e rotativa;
    2. Cheque especial com utilização de limite de crédito em conta-corrente;
    3. Crédito pessoal sem consignação em folha, inclusive empréstimos pessoais decorrentes de consolidação de dívida.

De acordo com a MP, serão usadas informações de renda declaradas ao Sistema de Informações de Créditos do Banco Central do Brasil, confirmadas pelas próprias instituições financeiras com as quais os beneficiários mantêm vínculo. Os descontos devem chegar a 90%, com juros reduzidos e possibilidade de uso do FGTS para abatimento dos débitos.

Com informação do Estadão de Conteúdo (André Marinho).
Imagem: Shutterstock

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