Walt Disney supera previsões de lucro e receita no 2º trimestre fiscal

Ação da gigante do entretenimento sobe 6% no pré-mercado de Nova York

Walt Disney supera previsões de lucro e receita no 2º trimestre fiscal

A Walt Disney teve lucro líquido de US$ 2,25 bilhões no seu segundo trimestre fiscal (encerrado em 28 de março), 30% menor do que o ganho apurado no período equivalente do ano passado, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira, 6.

Com ajustes, a gigante de entretenimento americana garantiu lucro por ação de US$ 1,57 no trimestre, superando a projeção de analistas consultados pela FactSet, de US$ 1,49 por ação.

A receita da Disney teve expansão anual de 7% no trimestre, a US$ 25,17 bilhões, também acima do consenso da Factset, de US$ 24,86 bilhões.

A empresa com sede em Burbank (Califórnia) também previu que o lucro por ação no ano fiscal que termina em setembro avançará cerca de 12%, estreitando a projeção anterior de que aumentaria em dois dígitos.

Às 7h55 (de Brasília), a ação da Disney saltava 6% no pré-mercado de Nova York.

Demissão em massa 

A Walt Disney Co. iniciou uma demissão em massa que deve resultar na eliminação de 1.000 postos de trabalho em toda a empresa.

Josh D’Amaro, que em fevereiro de 2026 sucedeu Bob Iger como CEO, anunciou demissões em maior escala após uma medida tomada em janeiro para consolidar a divisão de marketing da empresa. Espera-se que os cortes atinjam os negócios tradicionais de televisão da empresa sediada na Califórnia, incluindo a ESPN, além do estúdio de cinema. Funcionários das áreas de produtos e tecnologia, e de certas funções corporativas, também serão afetados.

“Nos últimos meses, analisamos maneiras de otimizar nossas operações em várias áreas da empresa para garantir que ofereçamos a criatividade e a inovação de nível mundial que nossos fãs valorizam e esperam da Disney”, disse D’Amaro em um memorando aos funcionários.

“Dado o ritmo acelerado de nossos setores, isso exige que avaliemos constantemente como promover uma força de trabalho mais ágil e tecnologicamente capacitada para atender às necessidades do futuro.”

A Disney passou pela última rodada de demissões logo após Iger retornar para um segundo mandato como CEO em 2022. Na época, a empresa cortou cerca de 8.000 empregos. No final de 2025, a Disney contava com cerca de 230.000 funcionários.

D’Amaro, que anteriormente supervisionava a lucrativa divisão de parques da Disney, está na empresa desde 1998.

A redução de pessoal tem sido uma preocupação generalizada em Hollywood recentemente. A Paramount Skydance cortou 2.000 empregos desde que o estúdio foi adquirido pela empresa de David Ellison, e Ellison reconheceu que demissões ocorreriam após a fusão planejada da Paramount com a Warner Bros. Discovery, caso o acordo seja aprovado pelos acionistas e pelos órgãos reguladores. Na semana passada, a Sony Pictures Entertainment anunciou que eliminaria centenas de empregos.

Com informação do Estadão de Conteúdo (Sergio Caldas).
Imagem: Shutterstock 

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