A Embraer registrou lucro líquido de R$ 145,4 milhões no primeiro trimestre de 2026. A cifra representa uma queda de 51,4% ante igual intervalo de 2025.
Inicialmente, a companhia havia reportado um prejuízo de R$ 418,5 milhões no primeiro trimestre de 2025. Contudo, o resultado foi ajustado no release deste ano.
No documento, a Embraer afirma que decidiu, a partir de 2026, deixar de classificar os impostos diferidos como itens extraordinários, visto que seu impacto a longo prazo é residual. Consequentemente, a companhia reformulou os dados de 2025 para assegurar a base de comparação entre os períodos.
O Ebitda ajustado da fabricante totalizou R$ 749,4 milhões entre janeiro e março, crescimento de 18,8% na mesma base comparativa. Já o Ebit ajustado atingiu R$ 488,6 milhões, avanço de 36%. A margem Ebit ajustada ficou em 6,4% ante 5,6% um ano antes.
Já a receita líquida subiu 18%, para R$ 7,5 bilhões, maior patamar alcançado em um primeiro trimestre, segundo a empresa. O novo recorde foi impulsionado principalmente por Defesa & Segurança e Aviação Comercial.
Mas todas as unidades de negócios tiveram um bom desempenho no trimestre, segundo a companhia. Por exemplo, a receita da Defesa & Segurança cresceu 47% comparada ano contra ano, Aviação Comercial avançou 32%, Aviação Executiva registrou alta de 17%, e Serviços & Suporte subiu 4%.
Conselho de administração
A Embraer informou que seu conselho de administração elegeu Felipe Santana Santiago de Lima para assumir o cargo de vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores, a partir de 13 de abril de 2026.
Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa afirma que Santana, atualmente diretor global de Tesouraria da companhia, possui 18 anos de experiência na Embraer, com atuação e liderança em áreas estratégicas como operações financeiras, tesouraria, seguros, customer finance e centro de serviços compartilhados.
“Ao longo de sua trajetória, desenvolveu sólida experiência em finanças corporativas e tesouraria, com exposição a mercados de capitais, gestão de passivos, relacionamento com investidores e instituições financeiras, financiamento de aeronaves e gestão de riscos, além de ampla atuação na liderança de equipes, com foco em disciplina financeira, alocação eficiente de capital e geração consistente de resultados”, destaca.
O executivo é formado em relações internacionais pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), possui certificação em gestão financeira pelo Insper e formação executiva pela Fundação Dom Cabral, Harvard University e Fundação Getulio Vargas (FGV).
Com informação do Estadão de Conteúdo (Elisa Calmon).
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