Mauro Vieira: Itamaraty tem atuado na proteção dos interesses do Brasil diante de sanções

Declaração ocorreu no Itamaraty durante a abertura da reunião do Conselhão

Mauro Vieira: Itamaraty tem atuado na proteção dos interesses do Brasil diante de sanções

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quarta-feira, 10, que a chancelaria brasileira vai continuar atuando na proteção dos interesses brasileiros diante das sanções econômicas dos Estados Unidos.

“Sempre orientado pela defesa da soberania, o Ministério das Relações Exteriores tem atuado com firmeza e visão estratégica na proteção dos interesses comerciais brasileiros diante da imposição de sanções unilaterais injustificadas contra o País”, disse Mauro Vieira, durante a abertura da reunião do Conselhão, no Itamaraty, nesta quarta.

Ao lembrar da Copa do Mundo, que terá o jogo de abertura realizado na Cidade do México nesta quinta-feira, 11, o ministro das Relações Exteriores disse também que o Itamaraty seguirá defendendo a soberania brasileira em um cenário onde o patriotismo é amplificado pela população.

“Às vésperas da abertura da Copa do Mundo, quando o orgulho de ser brasileiro ganha ainda mais visibilidade, reafirmo que o Itamaraty seguirá trabalhando na defesa de interesses nacionais e da soberania brasileira”, disse Mauro Vieira.

Tarifas dos EUA

O ministro afirmou que o governo Donald Trump ignorou os argumentos levados pelo Brasil para responder às duas investigações comerciais que terminaram com proposta de novo tarifaço ao País.

O anúncio das tarifas, antes do fim do prazo acordado entre os presidentes para tratativas, foi visto pelo governo Lula como uma decisão política do governo Trump e um tipo de ameaça.

De Paris, o ministro relatou como foi a conversa com o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), embaixador Jamieson Greer, na véspera. Eles se encontraram brevemente antes de uma plenária da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“Lembrei a ele que o anúncio das recomendações em favor das novas tarifas contra o Brasil ocorreu dentro do prazo de 30 dias que os presidentes Lula e Trump estabeleceram para que se buscasse uma solução. Também disse a ele que isso nos obriga a redobrar esforços nos próximos dias para cumprir essa instrução dos presidentes e criar um mapa do caminho para normalizar de vez a relação no campo econômico-comercial”, disse Vieira. Ele ouviu do americano que ainda há espaço para negociação.

A interação breve ocorreu logo depois que o USTR recomendou ao presidente Trump a aplicação de novas tarifas ao País, sendo 25% por supostas práticas desleais na relação bilateral, e mais 12,5% por não proibir e coibir efetivamente a importação de produtos feitos com regime de trabalho forçado. Isso porque Greer concluiu que há prejuízo à competição com empresas americanas no País e fora dele.

Com informação do Estadão de Conteúdo (Gabriel de Sousa e Gabriel Hirabahasi).
Imagem: Agência Brasil 

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