O setor de alimentação fora do lar registrou crescimento nominal de 3,2% nas vendas totais em março de 2026, segundo o Índice de Desempenho do Foodservice (IDF), divulgado pelo Instituto Foodservice Brasil (IFB). O resultado reforça a capacidade de adaptação do segmento em um ambiente ainda marcado por pressão de custos e comportamento de consumo mais seletivo.
Quando considerada a inflação da alimentação fora do lar, o desempenho real do mês ficou em -3,3%, refletindo o impacto dos preços sobre a atividade. Ainda assim, o setor segue sustentado por expansão operacional, ganho de eficiência e diversificação dos canais de venda, especialmente com a consolidação do delivery e a retomada do fluxo presencial.
“O IDF mostra que o foodservice brasileiro segue ativo e em transformação. Mesmo diante de desafios macroeconômicos, o setor continua encontrando oportunidades por meio de eficiência operacional, inovação e proximidade com o consumidor”, afirma Ingrid Devisate, vice-presidente executiva do IFB.
No recorte regional, o Nordeste liderou o desempenho nacional em março, com crescimento nominal de 6,7%, seguido pelo Sul, com 5,7%. Norte, Sudeste e Centro-Oeste registraram altas de 3,3%, 2,8% e 0,6%, respectivamente, mostrando avanço disseminado entre diferentes mercados consumidores do País.
No acumulado de janeiro a março, o IDF aponta crescimento nominal de 5,6% nas vendas totais, indicando que o setor começou 2026 em trajetória positiva. O indicador de mesmas lojas, que desconsidera novas unidades, também apresentou expansão de 2,5% no trimestre, sinalizando melhora no desempenho das operações já existentes.
Outro destaque do período foi o avanço do ticket médio, que passou de R$ 45,4 para R$ 46,7 em março, alta de 2,9% na comparação anual. O canal de delivery também manteve peso relevante e respondeu por 26,7% das vendas totais do mês, confirmando a importância da estratégia omnicanal para o crescimento das marcas.
Imagem: Envato
