O Pix se consolidou como o principal meio de pagamento em canais digitais e segue avançando no comércio físico, segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026. Em 2025, as transações por essa via eletrônica subiram 20%, atingindo a marca de 30,1 bilhões de operações.
Nos canais físicos, que incluem maquininhas, agências e caixas eletrônicos, o Pix registrou uma expansão anual de 61%, somando 2,1 bilhões de transações. O cartão de crédito viu alta de 6%, a 12,65 bilhões de transações e o débito caiu 1%, mas ainda tem o maior número absoluto em pagamentos físicos (21,5 bilhões).
O desempenho nas maquininhas (POS) é um destaque à parte, com um salto de 54% no uso do Pix, enquanto o cartão de crédito cresceu 8% e o débito apresentou queda de 4% no mesmo período.
De acordo com o diretor executivo de Inovação, Produtos e Segurança da Febraban, Ivo Mósca, os dados refletem uma mudança estrutural no mercado. “Vemos concorrência direta do Pix com o cartão de débito”, afirmou em coletiva de imprensa sobre a pesquisa.
Ele pondera, entretanto, que o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central não é concorrente direto do cartão de crédito, que tem um propósito diferente para os usuários.
Pix por aproximação
O Banco Central alterou as regras do Pix e retirou o teto fixo de R$ 500 que limitava os pagamentos na modalidade por aproximação. As instituições terão até 1º de outubro para adaptar sistemas e implementar a mudança.
Com a alteração, as transações por aproximação e as iniciadas por meio da jornada sem redirecionamento, no Open Finance, passam a seguir a mesma lógica que os demais pagamentos via Pix: o usuário poderá solicitar ao banco o aumento ou a redução do limite diário e do limite por transação, de acordo com a ferramenta de gestão de limites que deve ser disponibilizada por todos os bancos em seus aplicativos.
A atualização também alcança pagamentos iniciados sem redirecionamento no Open Finance, como transações feitas em carteiras digitais compatíveis. Segundo o BC, o objetivo é unificar as diretrizes e reduzir diferenças regulatórias entre as jornadas.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Aramis Merki II).
Imagem: Shutterstock















