A Amazon firmou um acordo para uma nova linha de crédito de US$ 17,5 bilhões, segundo documentos regulatórios, marcando o mais recente movimento agressivo da gigante de tecnologia para reforçar suas reservas financeiras em meio a um aumento histórico dos gastos de capital impulsionado pela Inteligência Artificial (IA).
O acordo, estruturado como um empréstimo a prazo com saque diferido, foi liderado pela Citigroup Global Markets e envolve um consórcio de credores internacionais, incluindo Bank of America, JPMorgan Chase, HSBC e Wells Fargo.
Pelos termos, o gigante de e-commerce e computação em nuvem poderá utilizar a linha de dívida de forma incremental ao longo do tempo, em vez de tomar o valor total de uma vez, oferecendo alavancagem financeira com maior flexibilidade.
A empresa também deu um passo importante no mercado de frete de carga fracionada (LTL, na sigla em inglês) nesta quarta-feira. Esse modelo permite que clientes transportem cargas menores sem precisar contratar um caminhão inteiro, reduzindo custos e aumentando a eficiência logística.
O serviço inclui coleta no mesmo dia, retirada no dia seguinte para pedidos realizados até as 17h e coletas diárias programadas para clientes de grande volume.
Data centers
O e-commerce anunciou nesta segunda-feira, 8, que firmou um acordo multibilionário com a Corning para obter soluções de fibra óptica, cabos e conectividade para apoiar sua crescente infraestrutura de data centers.
Segundo a Amazon, o investimento criará 1.000 novos empregos nas instalações de fabricação da Corning na Carolina do Norte e apoiará centenas de empregos adicionais na construção para expandir as instalações da empresa de fibra.
O acordo se soma aos planos já existentes da Amazon, divulgados no ano passado, de investir US$ 10 bilhões para expandir sua infraestrutura de computação em nuvem na Carolina do Norte.
O negócio de cabos de fibra óptica da Corning ganhou impulso em meio a uma corrida para construir poder computacional suficiente para impulsionar o boom da inteligência artificial. No início deste ano, a empresa fechou um acordo de vários anos no valor de até US$ 6 bilhões com a Meta.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Darlan de Azevedo e Dow Jones Newswires).
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