Varejo hiperlocal avança em meio ao excesso de estímulos no consumo

Em palestra na NRF 2026, Cassandra Napoli, da WGSN, falou sobre as principais tendências para os próximos anos

Em um cenário de excesso de ofertas, estímulos e experiências padronizadas, o varejo hiperlocal surge como uma das principais tendências nos próximos anos. Em palestra no primeiro dia da NRF 2026, em Nova York, Cassandra Napoli, diretora de Marketing, Eventos e Previsão de Tendências Culturais da WGSN, afirmou que o foco das marcas precisa migrar da disputa por atenção para a conquista da consideração do consumidor.

Esse modelo se apoia na adaptação das lojas às características do entorno, com sortimentos mais precisos, comunicação alinhada à cultura local e experiências que dialogam com interesses específicos da comunidade. A estratégia permite maior proximidade com o consumidor e fortalece a percepção de valor da marca

Cassandra destaca que o mercado de produtos de segunda mão deve avançar ainda mais nos próximos anos. Impulsionado por consumidores mais conscientes e pela pressão por sustentabilidade, o recommerce se integra às estratégias de marcas e varejistas, que passam a investir em revenda própria, programas de recompra e maior transparência sobre o ciclo de vida dos produtos.

Grandes eventos esportivos e culturais, como a Copa do Mundo, em 2026, e as Olimpíadas, em 2028, surgem como oportunidades para marcas que buscam relevância orgânica e conexão emocional com o público. Mais do que promoções pontuais, as varejistas devem focar em ativações que dialoguem com o contexto cultural e social desses eventos.

Acompanhe a cobertura especial da NRF 2026

Imagem: Reprodução

Sair da versão mobile