O Grupo Toky, dono das marcas Tok&Stok e Mobly, anunciou, em fato relevante divulgado nesta terça-feira, 12, o ajuizamento de pedido de pedido de recuperação judicial do conglomerado, incluindo suas subsidiárias. O mecanismo foi autorizado pelo Conselho de Administração da Companhia em reunião realizada na segunda-feira, 11. As dívidas passam de R$ 1,1 bilhão.
O processo tramita na Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível do Estado de São Paulo, sob segredo de justiça.
O Grupo Toky é a holding formada pela fusão entre a Mobly e a Tok&Stok. Na prática, a Mobly adquiriu o controle da Tok&Stok em agosto de 2024, consolidando as operações sob uma única estrutura corporativa que passou a operar na Bolsa de Valores (B3) sob o novo ticker TOKY3 em maio de 2025.
No documento, a companhia aponta que a recuperação judicial é consequência de um “ambiente macroeconômico desafiador, especialmente para o setor de varejo de móveis e decoração, caracterizado por taxas de juros ainda elevadas, maior nível de endividamento das famílias, condições de crédito mais restritivas têm resultado em menor confiança do consumidor e postergação de decisões de compra, impactando o desempenho de vendas, que segue abaixo do potencial”.
Ainda de acordo com a dona de Tok&Stok e Mobly, além das condições macroeconômicas, as restrições temporárias nos níveis de estoque vêm causando um impacto significativo na liquidez de curto prazo.
“A apesar dos esforços empregados pela administração na negociação da reestruturação do endividamento junto aos credores controlada Tok&Stok, o alto endividamento do grupo persiste e vem se agravando, circunstância que exige a adoção urgente de medidas adicionais destinadas a preservar suas atividades, proteger sua liquidez e permitir a implementação de uma reestruturação ordenada de seu endividamento e de sua estrutura de capital”, diz, no fato relevante, Marcelo Rodrigues Marques, diretor Financeiro e de Relações com Investidores.
Com informações de Estadão Conteúdo (Mariana Ribas).
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