Cade aprova aquisição pela RD Saúde da participação da GPA na Stix

Com isso, a RD passa a deter 100% da empresa, encerrando a joint venture

Grupo Pão de Açúcar abre negociações para alongar dívidas e reforçar caixa

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a aquisição pela RD Saúde de 66,67% do capital da GPA na Stix Fidelidade e Inteligência. Com isso, a RD passa a deter 100% da empresa, encerrando a joint venture.

O despacho foi publicado no Diário Oficial da União (DOU). O negócio foi fechado por R$ 23 milhões, sendo R$ 2,3 milhões pagos na data da assinatura e R$ 20,7 milhões na data do fechamento da operação.

“Na perspectiva da RD, a aquisição da Stix reforça o compromisso da RD Saúde em oferecer a melhor experiência de programa de fidelidade para seus clientes e de seus parceiros de coalizão. Para o GPA, a operação está alinhada à sua estratégia de gestão de portfólio e alocação de capital, permitindo concentrar esforços e recursos em suas atividades principais”, disseram as empresas ao Cade.

Recuperação extrajudicial 

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) protocolou pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas não operacionais. O presidente da companhia, Alexandre Santoro, disse que a medida conta com adesão de 46% dos credores.

Segundo o fato relevante divulgado nesta terça-feira, 10, o plano abrange obrigações financeiras “sem garantia” que não constituem compromissos correntes ou operacionais da companhia.

Com apenas dois meses de casa, o CEO afirmou que o objetivo é reorganizar o perfil de endividamento da companhia sem afetar a operação do negócio. “Essa medida é o início de um processo de reestruturação das nossas dívidas não operacionais. Ela não envolve pagamento a fornecedor, aluguel de loja ou salário de colaborador. A operação segue funcionando normalmente”, disse.

O executivo acrescentou que a decisão foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração, que reúne acionistas que representam cerca de 70% das ações da companhia. “Apesar do curto tempo que estou na companhia, essa agenda está alinhada à minha experiência e ao mandato de ajudar os acionistas a resolver alguns problemas estruturais”, afirmou.

O diretor financeiro do GPA, Pedro Albuquerque, que assumiu o cargo na semana passada, afirmou que parte do passivo inclui vencimentos de curto prazo. Segundo ele, cerca de R$ 500 milhões vencem em maio, enquanto entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,3 bilhão têm vencimento previsto para julho.

Albuquerque ressaltou que o processo não inclui passivos trabalhistas ou tributários. Segundo ele, essas obrigações seguem sendo tratadas separadamente pela companhia e não fazem parte do perímetro da recuperação extrajudicial. O executivo também afirmou que a medida não tem relação com discussões antigas envolvendo a operação do Assaí.

Com informação do Estadão de Conteúdo (Eduardo Rodrigues).
Imagem: Shutterstock      

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