Os preços dos combustíveis recuaram na semana de 5 a 11 de julho, com destaque para o diesel, segundo Levantamento de Preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O diesel, tanto o tipo S-10 como o S-500, teve queda de 0,7% na comparação com a semana anterior.
O preço médio do diesel S-10 passou de R$ 7,02 para R$ 6,97 o litro de uma semana para outra, e o S-500 caiu de R$ 6,69 para R$ 6,64 o litro.
A gasolina também registrou queda de preços, de 0,4%, passando de uma média de R$ 6,61 na semana passada para R$ 6,58 o litro esta semana. Já o preço médio do gás de cozinha recuou 0,1%, para R$ 114,41 o botijão de 13 quilos de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).
O diesel e a gasolina mais caros foram encontrados no Guarujá, em São Paulo, a R$ 9,79 o litro cada um. O gás de cozinha com o preço mais alto, de R$ 161,00 o botijão, foi registrado pela ANP em Uruguaiana, Rio Grande do Sul.
Já o diesel mais barato, a R$ 5,89 o litro, foi encontrado no Rio de Janeiro, enquanto a gasolina mais em conta, a R$ 5,49 o litro, foi comercializada em Araraquara, São Paulo. O gás de cozinha com menor valor, a R$ 79,00 o botijão, foi registrado em Caçapava, também em São Paulo, informou a agência regulatória.
EUA e União Europeia
O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) divulgou a 36ª edição do Boletim de Preços, que avalia a persistência dos efeitos no mercado internacional de petróleo após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã e do fechamento do Estreito de Ormuz.
Segundo o Ineep, o cenário segue pressionando as cotações e alimentando preocupações com segurança energética e impactos nas economias nacionais. Mas, apesar do ambiente externo, os efeitos sobre os preços domésticos no Brasil têm sido relativamente mais contidos do que nos Estados Unidos, na União Europeia e na média global.
A publicação atribui essa diferença a particularidades da formação de preços e do abastecimento no País, influenciadas por pacotes de medidas do governo e pela atuação da Petrobras.
Nos dados de abril, o Ineep aponta que o petróleo permaneceu em nível elevado, com média mensal próxima de US$ 118 por barril, acima do registrado no primeiro mês de conflitos. No Brasil, os repasses afetaram mais o diesel, por seu peso na logística e pela dependência de importações, mas houve desaceleração no ritmo de alta dos combustíveis, com exceção do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), que teve repasse mais defasado.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Denise Luna).
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