A Nippon Paint Holdings apresentou uma oferta de 7,5 bilhões de euros para comprar o negócio de tintas decorativas da AkzoNobel, em mais uma tentativa de superar a proposta de combinação entre a companhia holandesa e a rival americana Axalta Coating Systems.
A investida ocorre após uma tentativa anterior de comprar a AkzoNobel inteira por 12,49 bilhões de euros e dividir os ativos com a Sherwin-Williams, oferta que acabou rejeitada. No início do mês passado, Nippon Paint e Sherwin-Williams anunciaram que desistiram de seguir com a compra conjunta.
Em resposta, a AkzoNobel afirmou que a proposta subavalia de forma significativa o negócio de tintas decorativas e que já havia comunicado isso à Nippon Paint. A empresa disse ainda estar impedida de qualquer engajamento com a japonesa, uma vez que a abordagem configura uma alternativa ao acordo de fusão com a Axalta.
A fabricante holandesa reiterou que seus conselhos de administração e de supervisão seguem recomendando, por unanimidade, a “fusão entre iguais” com a Axalta, citando a lógica estratégica e os benefícios do acordo fechado no ano passado.
As ações da Akzo subiram 3,8% na abertura do pregão na Europa, mas reduziram os ganhos nas negociações iniciais. No Japão, os papéis da Nippon Paint fecharam em queda de 2,1%.
A proposta surge também a poucas semanas de os acionistas de Akzo e Axalta votarem a fusão, em assembleias marcadas para 5 de agosto.
Dona de marcas como Dulux, a Akzo obteve cerca de 40% da receita com tintas decorativas no ano passado, enquanto revestimentos industriais responderam pelo restante. A empresa já havia iniciado uma revisão do portfólio de tintas decorativas na Ásia e, como parte do processo, vendeu suas operações na Índia para a JSW.
A Nippon Paint disse que ainda não tomou decisões específicas sobre a aquisição proposta.
Para a Nippon Paint, uma compra desse porte ampliaria de forma relevante sua escala: a empresa tinha valor de mercado de aproximadamente US$ 15,4 bilhões no fechamento desta segunda-feira, 13.
Uma eventual aquisição da unidade de tintas decorativas da Akzo pela Nippon Paint pode ser viável após o acordo com a Axalta, mas não a esse preço – nem em 2026 -, escreveram analistas do Bernstein em nota a clientes.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Dow Jones Newswires).
Imagem: Divulgação
