As transformações no comportamento do consumidor estão redefinindo o conceito de luxo, que passa a ir além de produtos e marcas tradicionais para incorporar experiências, autenticidade e conexão cultural. A avaliação é de Mariana Santiloni, head de Client Engagement da WGSN, referência global em previsão de tendências.
Segundo a executiva, a mudança é estrutural e tende a se intensificar nos próximos anos, impulsionada principalmente pelas novas gerações. “Quando a gente olha para o futuro, a maior parte do consumo de luxo deve vir de millennials e da geração Z. As marcas precisam começar a se adaptar a esse novo público”, afirma a executiva em entrevista ao podcast Bora Varejar, da Mercado&Consumo.
A especialista vai ministrar a palestra “O futuro do luxo” no Inside Fashion Business, evento voltado para a cadeia de moda que será realizado no dia 27 de abril em São Paulo. O evento contará, ainda, com representantes de marcas como TikTok Shop, AZZAS 2154, Insider, Grupo Dass, EssilorLuxottica, Riachuelo e Alpargatas (confira a programação completa clicando aqui).
Mariana destaca que o luxo tradicional tem perdido espaço para novas formas de status, cada vez mais associadas a experiências e vivências que não podem ser replicadas. A especialista destaca que a popularização de itens de luxo nas redes sociais também contribui para essa mudança. “Hoje, muitos produtos são visíveis e até acessíveis de alguma forma. Isso faz com que o consumidor busque outros códigos de diferenciação, mais difíceis de copiar.”
Luxo além de preço e qualidade
Mariana Santiloni diz que, entre as tendências do setor de luxo, o chamado “quiet luxury” — marcado por peças discretas e sem logotipos evidentes — segue relevante, mas passa a conviver com novas dinâmicas de consumo. “A gente começa a ver um movimento maior de autoexpressão. O consumidor não quer mais seguir um único padrão”, afirma.
Assim, diz a executiva, o desafio para as marcas de luxo é ir além de questões como preço e qualidade, que já são considerados pré-requisitos. “A percepção de valor hoje é resultado de vários fatores: design, qualidade, storytelling, legado e a relevância cultural da marca”, explica.
Para a especialista, o avanço da tecnologia e o aumento do acesso à informação também tornam o consumidor mais exigente, o que exige mais transparência das marcas.
Confira, abaixo, a entrevista completa da head de Client Engagement da WGSN, Mariana Santiloni, ao podcast Bora Varejar:
Esse conteúdo foi gerado por Inteligência Artificial com base na entrevista concedida por Mariana Santiloni ao podcast Bora Varejar. O texto foi revisado e aprimorado pela redação da Mercado&Consumo.
Imagem: Divulgação
