Haddad diz que foi comunicado da magnitude do caso Master pelo então chefe da CVM

Ministro diz que caso preocupa a Fazenda por impactos na CVM, no FGC e na Receita Federal

FGC já pagou R$ 32,5 bilhões a 580 mil credores do Master

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na quarta-feira, 14, que o então presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Pedro Nascimento, foi à casa dele para falar sobre a magnitude do caso do Banco Master.

Em entrevista à GloboNews, o ministro declarou que o assunto preocupa a Fazenda por três motivos, embora seja da alçada do Banco Central: o impacto sobre a CVM; sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que não é estatal, mas tem participação do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal; e sobre a Receita Federal, por causa das questões tributárias.

Haddad reafirmou que conversa diariamente com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre o caso. Questionado sobre o pagamento do FGC aos investidores, Haddad afirmou o tema não é da alçada do Banco Central, mas que acredita que tudo será pago conforme o previsto. Ainda não há data definida para que os investidores do Master comecem a receber os valores de volta.

Caso Master pode ser ‘a maior fraude bancária’ da história

Haddad afirmou que tem falado diariamente com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre o caso do Banco Master, expressando apoio à autoridade monetária. Ele classificou o caso como, possivelmente, a “maior fraude bancária” da história.

“Estou absolutamente seguro com o trabalho que o Galípolo e a equipe fizeram”, disse Haddad, durante conversa com jornalistas na portaria da Fazenda, em Brasília. “Eu já disse isso, é um trabalho muito robusto.”

Ele relatou ter conversado com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, sobre o tema.

Segundo Haddad, a reunião entre Galípolo, Vital e o relator no TCU da apuração sobre a liquidação do Master pelo BC, Jhonatan de Jesus, na segunda-feira, 12, parece ter levado a uma convergência.

Com informação do Estadão de Conteúdo (Vinícius Novais).
Imagem: Reprodução 

Sair da versão mobile