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McDonald’s venderá negócios russos e deixará país, em reação à guerra na Ucrânia

Rede americana venderá todas as filiais russas a um investidor local

  • de Redação
  • 4 anos atrás
Sucessor do McDonald's é inaugurado em Moscou

Três décadas após entrar na Rússia como um símbolo do capitalismo nos escombros da União Soviética, o McDonald’s anunciou, nesta segunda-feira, 16, que iniciará o processo de saída do país com a venda dos negócios locais. Segundo comunicado, a medida é uma resposta à “crise humanitária” decorrente da invasão russa da Ucrânia.

A empresa espera incorrer em encargo entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,4 bilhão com os planos de desinvestimento. A rede americana venderá todas as filiais russas de seus restaurantes a um comprador local, embora pretenda manter a posse da marca comercial no país. A prioridade é assegurar que os 62 mil empregados continuem sendo pagos até o fim da eventual transação e que consigam posições no futuro, de acordo com a nota.

Em março, poucas semanas após o início da ofensiva russa na Ucrânia, o McDonald’s havia anunciado que fecharia temporariamente as mais de 800 lojas na Rússia. A decisão acompanhou um êxodo de empresas ocidentais do país, à medida que Estados Unidos e aliados adotaram uma série de sanções contra Moscou.

O CEO da companhia, Chris Kempczinski, afirmou que a decisão é difícil, mas inevitável. “Temos um compromisso com nossa comunidade global e devemos permanecer firmes em nossos valores. E nosso compromisso com nossos valores significa que não podemos mais manter os Arcos brilhando lá”, disse, em referência aos arcos que são a marca registrada da multinacional.

Em Wall Street, a reação à notícia foi limitada. Por volta das 8h (de Brasília), a ação do McDonald’s subia 0,35% no pré-mercado da Bolsa de Nova York.

Com informações de Estadão Conteúdo (André Marinho)

Imagem: VAUko / Shutterstock.com

  • Categories: Foodservice, Notícias, Varejo
  • Tags: alimentaçãocrisecrise humanitáriaEconomiaempresasfoodserviceguerraindústriainvestimentomarcasmcdonaldspandemiaRússiaUcrâniavarejista

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