Anvisa apreende azeite e esmaltes em gel com substâncias proibidas

Entre os produtos afetados estão esmaltes da marca Impala e o azeite San Olivetto

Anvisa proíbe comercialização de medicamentos e complemento alimentar

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta segunda-feira, 16,  a apreensão do azeite de oliva extravirgem San Olivetto, da Agro Indústria e Cerealista Norte Paraná Ltda., e o recolhimento de esmaltes em gel da marca Impala, fabricados pelo Laboratório Avamiller de Cosméticos Ltda.

Publicada no Diário Oficial da União (DOU), a resolução proíbe ainda a comercialização, a distribuição, a fabricação, a importação, a propaganda e o uso dos produtos.

Azeite de oliva

Segundo a Anvisa, a origem do azeite é desconhecida. “O rótulo indica como importadora a Agro Indústria e Cerealista Norte Paraná Ltda., mas a empresa está com CNPJ suspenso por inconsistência cadastral desde 22/5/2025”, informou a agência.

Além disso, a distribuidora Comercial Alimentícia e Cerealista Capixaba Ltda. está com CNPJ baixado por encerramento desde novembro de 2024.

A Agência Brasil tenta contato com as empresas, e o espaço segue aberto para posicionamento.

Esmaltes em gel

De acordo com a Anvisa, a lista de esmaltes em gel afetados inclui:

Em nota, a agência informou que a medida foi tomada após a empresa comunicar o recolhimento voluntário de produtos que contêm a substância INCI Trimethylbenzoyl Diphenylphosphine Oxide (TPO), proibida em cosméticos no Brasil.

Em outubro de 2025, a Anvisa publicou a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 995/2025, que proíbe o uso de duas substâncias químicas em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes:

Essas substâncias podem estar presentes em produtos usados para unhas artificiais em gel ou esmaltes em gel, que precisam ser expostos à luz ultravioleta (UV) ou LED.

Segundo a agência, a medida visa proteger a saúde da população contra riscos de câncer e problemas reprodutivos, e foi aprovada em reunião da diretoria colegiada.

“A decisão é uma medida para proteger a saúde das pessoas que utilizam esses produtos e, principalmente, dos profissionais que trabalham com eles”, informou a Anvisa, citando estudos internacionais em animais que apontam os seguintes riscos:

Com informações de Agência Brasil
Imagem: Agência Brasil 

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