O ministro da Fazenda, Dario Durigan, repetiu nesta sexta-feira, 19, que o “problema de origem” do Banco Master foi a falta de supervisão do Banco Central, citando as suspeitas de que dois servidores da cúpula da autarquia teriam recebido vantagens indevidas para favorecer a instituição.
Durante entrevista ao Jota, Durigan foi indagado sobre o Master e sobre a operação da Polícia Federal que atingiu na quinta-feira, 18, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
“Ele não é réu, não está sendo investigado formalmente”, respondeu o ministro, acrescentando ter “confiança” no petista.
Desde a quinta-feira, Durigan vem adotando como estratégia a repetição de que os problemas do Master surgiram durante a gestão do ex-presidente do BC Roberto Campos Neto, indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Taxa de juros
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou que o crédito subsidiado concedido pelo banco não compromete a política monetária brasileira. Segundo o executivo, problemas no sistema financeiro, como o caso envolvendo o Banco Master, têm impacto mais relevante sobre a taxa de juros.
O presidente do BNDES ressaltou ainda que apenas 23% da carteira do banco possui algum tipo de subsídio e classificou esse volume como “irrelevante diante do mercado total de crédito da economia brasileira”.
Mercadante destacou a importância do crédito direcionado para setores considerados estratégicos, com destaque para o agronegócio, diante da alta do custo de insumos, como fertilizantes.
“A agricultura precisa de subsídio. E, num momento como esse, necessita mais”, afirmou. O preço dos fertilizantes subiu cerca de 50% com as guerras entre Rússia e Ucrânia e no Oriente Médio, segundo Mercadante. Diante desse cenário, o executivo afirmou que é necessário ampliar investimentos na produção nacional de fertilizantes para reduzir a dependência externa do País.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Cícero Cotrim e Mateus Maia).
Imagem: Agência Brasil
