Netflix amplia lucro e assinantes no 2º trimestre, mas receita decepciona

O serviço registrou globalmente 238,39 milhões de assinantes, um avanço ante 220,67 milhões registrados no segundo trimestre de 2022

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A Netflix registrou lucro líquido de US$ 1,49 bilhão no segundo trimestre de 2023, ou de US$ 3,29 por ação diluída. O resultado ficou acima dos US$ 1,44 bilhão, ou US$ 3,20 por ação diluída, de igual período de 2022, segundo balanço divulgado há pouco. Analistas ouvidos pela FactSet previam resultado menor, de US$ 2,85 por ação.

A receita da gigante de streaming foi de US$ 8,19 bilhões nos três meses encerrados em junho, um crescimento em relação aos US$ 7,97 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. A expectativa da FactSet era de receita maior, de US$ 8,29 bilhões.

O serviço registrou globalmente 238,39 milhões de assinantes, um avanço ante 220,67 milhões registrados no segundo trimestre de 2022. O resultado ficou acima do esperado da FactSet, de 234,6 milhões de assinantes.

“Nossas principais métricas financeiras são receita para crescimento e margem operacional para lucratividade. Nosso objetivo é acelerar o crescimento da receita, expandir nossa margem operacional e gerar fluxo de caixa livre crescente”, apontou a empresa, em relatório.

Após o balanço, a ação da Netflix subiu 5% no after hours em Nova York, às 17h31 (de Brasília).

Netflix encerra plano básico, nos EUA e Reino Unido

Depois de lançar seu plano de assinatura com publicidade para Estados Unidos e Reino Unido, a Netflix agora vai acabar com o plano básico nos dois países, obrigando os usuários que querem assistir conteúdos sem “comerciais” a assinarem um plano mais caro.

A decisão da empresa foi publicada pelo site Cord Busters, e depois confirmada pelo site especializado The Verge. Nos dois países, o plano padrão com anúncios começou a ser vendido no final de junho – nos EUA, o valor do serviço fica por US$ 6,99 e no Reino Unido, o pacote sai por 4,99 libras.

Até então, os planos comercializados pelo serviço de streaming eram o “padrão com anúncios”, “básico”, “padrão” e “premium” – os mesmos que, hoje, estão disponíveis no Brasil. A empresa afirmou que os assinantes que já possuem o plano básico vão continuar aptos a utilizar a opção. Para novos clientes, porém, a opção já não pode ser escolhida.

Com informações de Estadão Conteúdo (Natália Coelho)
Imagem: Shutterstock

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