A tarifa aérea doméstica média no Brasil foi de R$ 660,5 por trecho em junho, alta de 0,3% na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Em relação a junho de 2024, o avanço foi de 3,1%, em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
No mesmo período, o preço médio do querosene de aviação (QAV) alcançou R$ 5,66 por litro, o que representa aumento de 57,6% ante junho do ano passado e de 34,1% em relação a junho de 2024.
O avanço do combustível ocorre em um contexto de maior volatilidade no mercado internacional de petróleo ao longo dos últimos meses, influenciado pelas tensões entre os Estados Unidos e o Irã, no Oriente Médio. O QAV é um dos principais custos das companhias aéreas (33% dos custos) e reflete oscilações nas cotações internacionais da commodity e do câmbio.
Os dados da Anac consideram todos os bilhetes adquiridos por passageiros em voos nacionais, rota a rota. O cálculo leva em conta apenas o valor pago pelo transporte aéreo, sem incluir taxas de embarque e serviços acessórios, como despacho de bagagem e marcação de assentos.
Aviação doméstica
A movimentação de passageiros em voos domésticos no Brasil caiu 1,2% em junho, na comparação com o mesmo mês de 2025, para 8,1 milhões de viajantes, interrompendo o ritmo de crescimento observado ao longo do primeiro semestre. O desempenho ocorre em meio ao aumento dos custos operacionais das companhias aéreas, especialmente com combustíveis, fator que tem pressionado as tarifas e pode afetar a demanda.
No segmento internacional, o movimento seguiu em trajetória positiva. Em junho, 2,2 milhões de passageiros utilizaram voos com origem ou destino no exterior, alta de 0,3% em relação ao mesmo mês do ano passado. Considerando os mercados doméstico e internacional, a movimentação total somou 10,3 milhões de passageiros no mês.
Apesar da retração observada em junho no mercado doméstico, o setor registrou o melhor resultado para um primeiro semestre desde o início da série histórica. Entre janeiro e junho, foram transportados 65,2 milhões de passageiros, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
Com informação do Estadão de Conteúdo (João Caires).
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