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Média liderança: a salvação ou o pesadelo

Estou convencida do papel motor da média gerência nas organizações. E a notícia implícita é que esta média gerência pode ser a salvação ou boa parte da origem dos piores pesadelos nas empresas. E a decisão do lado faceado da moeda é exclusivamente sua, empresário, diretor, executivo, líder, dono do negócio.

À média gerência é dada a responsabilidade de levar conhecimento, processo, cultura, motivação e informação. Também a incumbência de garantir a qualidade do produto ou serviço, a excelência no atendimento, a promoção da experiência ao cliente, o zero índice de ruptura nos estoques ou nas gôndolas e uma infinidade de outras tarefas. Tudo isso, claro, sendo um líder servidor, que coloca os interesses do negócio e de sua equipe à frente em suas prioridades.

À média gerência também cabe a resistência e a resiliência. Lidam com a pressão diária dos clientes, equipes, pares, diretores, fornecedores, parceiros e outros gerentes. Organizam recursos e informações, gerenciam pessoas. Pouca coisa.

Ao longo da minha trajetória como líder, executiva, empreendedora ou formadora de líderes tenho visto empresas que dão lucro e prosperam e outras que amargam os prejuízos. Algumas são rentáveis, outras não. Existem as produtivas e as menos produtivas, aquelas que são mais ou menos focadas. Fazendo jus ao “olhar de fora é fácil”, a diferença percebida entre aqueles negócios que prosperam e os que não avançam está exatamente nas pessoas que os lideram. Uma liderança medíocre, mediana, ineficiente e com uma cultura de objetivos curtos se espalha como eletricidade pelos fios. E ao chegar à média gerência, aquela que fala com as equipes e com os clientes, o estrago está feito.

Em seu papel de fazer as coisas funcionarem, a média gerência tem nas mãos o que nenhum CEO tem, em tempo real: conhece a operação do negócio, seus clientes e o que eles estão dizendo sobre seus produtos, os funcionários e suas motivações, o mercado. Lida diariamente com as dificuldades, identifica se a campanha de marketing funcionou (“online”, no momento que a venda aconteceu ou não aconteceu), se a logística funciona ou não, se o departamento de compras sabe o que está fazendo ou não. Sabe se aquele sistema operacional, que custou uma fortuna, é adequado ou não para o dia a dia.

Ter uma média gerência despreparada para lidar com todas estas variáveis pode ser tornar um pesadelo e pode ser sim, o começo do fim.

A salvação, especialmente em tempos difíceis como os atuais, é ter um time, especialmente uma média liderança, que busca novas oportunidades, cria alternativas, melhora a produtividade, tem foco na eficiência, cria novos produtos, percebe novos mercados. Atua como dono do negócio. É protagonista. Faz as coisas acontecerem, definitivamente.

Acredite no que eu vou te dizer: investir nesta média liderança, em seu conhecimento e, sobretudo, preparo pode ser o caminho para alcançar uma maneira mais eficiente de fazer as coisas. Esta é a forma mais rápida, e talvez mais barata, de fortalecer o elo entre estratégia, investimento e posicionamento e os seus consumidores, clientes, equipes e aquele momento onde definitivamente as coisas acontecem: a venda.

 

Fabiana Mendes

Fabiana Mendes

Fabiana Mendes é sócia-diretora da GS&Friedman, empresa do Grupo GS& Gouvêa de Souza que atua com Gente, Gestão, Talentos e Treinamento

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