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Segundo CEO do Atacadão, o cliente nem sempre tem razão, ele precisa entender o que você é e o que você não é

Com 192 lojas em cerca de cinco mil dos 5.700 municípios espalhados pelo Brasil, o Atacadão, rede brasileira de supermercados atacado-varejista, pertencente ao grupo Carrefour, espera um faturamento na ordem de R$ 48 bilhões para 2020. Segundo seu CEO, Roberto Müssnich, a crise colaborou para que as pessoas pudessem apostar mais no modelo de atacarejo e com isso perceberem que podem economizar ainda mais. Para ele, todos que migrarem para o atacarejo não voltam mais.

O executivo comentou ainda sobre o Atacadão ter se tornado atividade essencial. No primeiro momento, ele explicou que a preocupação da empresa foi proteger seus colaboradores e clientes. “Fizemos ajustes, com ações de limpeza, máscaras, medição de temperatura dos clientes e uma readequação nas lojas. Afastamos pessoas que faziam parte do grupo de risco”, disse.

Ele contou ainda que estar num ambiente seguro hoje é mais importante do que a marca A ou B. As compras passaram a ser mais racionais do que por impulso e houve uma busca por produtos básicos, categoria que Mussnich comemora ao dizer que eles operam muito bem. “Em março, não se vendeu nada de bebidas. Depois, começaram as pequenas indulgências. E entender esse movimento que as pessoas fizeram foi muito importante para nós”, explicou o executivo que ainda completou seu pensamento ao dizer que o Atacadão conta com clientes que vão desde a classe A até a classe E, e que repudia quem afirma que o atacarejo é um lugar de compras apenas para o público mais carente. “Pobre precisa economizar e rico adora economizar”, disse.

Perguntado sobre as estratégias digitais do Atacadão, o executivo disse que o digital é um canal de venda diferenciado e que precisa ser rentável como todas as outras iniciativas para garantir a perpetuidade dos negócios. Ele contou ainda que durante a pandemia não aceleraram essa iniciativa por conta de todo plano da empresa que já vinha trabalhando este tema com bastante maturidade. “Não é porque veio a crise que nós devemos mudar o nosso comportamento”, esclareceu ao citar os gigantes Alibaba e Amazon como empresas exemplos em como perder dinheiro.

Müssnich revelou ainda que durante a pandemia viram as suas lojas com menos 11% na operação, mas com um registro de aumento de o ticket médio em 25%. “Não trabalhamos com promoção e o cliente do Atacadão sabe disso. Inclusive ele sabe o que vai encontrar nas nossas lojas”, comentou. O executivo ainda trouxe uma fala, intitulada por ele mesmo como polêmica. “O cliente nem sempre tem razão, ele precisa entender o que você é e o que você não é.”

* Imagem reprodução

Redação

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