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Icomm Group, dono da Shop2gether e da OQVestir, cria braço logístico próprio

O Icomm Group, dono das plataformas de moda premium Shop2gether, OQVestir e (2)Collab, acaba de lançar um braço próprio de entrega, o Icommlog. Inicialmente, o serviço opera em São Paulo, onde estão 25% dos clientes da empresa. O objetivo é expandir para outras capitais – o próximo foco é o Rio de Janeiro, onde a Icommlog deve chegar no primeiro semestre do ano que vem.

“A logística é um dos pilares do varejo virtual. À medida em que ganhamos escala, começa a fazer sentido ter serviços próprios. Isso nos dá facilidade para gerir o transporte nos locais em que estamos”, diz, em entrevista à Mercado&Consumo, o CEO do grupo, Eduardo Kyrillos.

Neste ano de pandemia, a empresa, 100% digital, viu o fluxo diário de clientes aumentar muito além do planejado. O armazém continuou aberto e não houve demissões. “Vínhamos numa velocidade crescente de 10 mil novos clientes por mês. Neste momento, temos cerca de 20 mil, mas também sentimos outro efeito, que foi a queda da recorrência de alguns clientes”, conta.

Devoluções facilitadas

O grupo empresarial nasceu em 2017 da fusão do e-commerce OQVestir, criado em 2009, e do Shop2gether fundado em 2012 por Kyrillos. “A gente penou nos primeiros anos, porque o mercado de moda online era totalmente voltado ao desconto. O atrativo de se comprar roupa online era o preço, a oferta. E nós não nascemos com o objetivo de vender coleção off price, mas sim coleções atuais. Como tudo o que é precursor, existe a fase difícil de abrir o mercado, mas também existem as vantagens de termos nos posicionado antes.”

Eduardo Kyrillos, CEO do Icomm Group

A barreira cultural de vender moda premium na internet foi sendo quebrada pela oferta de experimentação de peças nas casas dos clientes e pela facilitação das devoluções. No começo, o transporte das mercadorias era basicamente feito pelos Correios, e uma das formas de garantir uma boa experiência de compra era fazer a gestão das informações do transporte, comunicando os clientes sobre o passo a passo da compra.

“Depois, passamos a contar com várias transportadoras regionais, e agora criamos a Icommlog em São Paulo, o que nos permite fazer a gestão até a last mile [última milha, em inglês]. Conseguimos, por exemplo, fazer a troca casada, ou seja, enviar o produto que o cliente quer trocar antes de receber o que ele quer devolver no armazém”, diz Kyrillos. “O Rio de Janeiro deve ser a segunda cidade em que vamos lançar a Icommlog, no primeiro semestre de 2021.”

Pequenos empreendedores

Neste ano, em abril, a empresa também lançou o (2)Collab, um marketplace de moda independente nacional que tem por objetivo incentivar pequenos empreendedores. O site vende moda autoral e de marcas que têm pilares como a sustentabilidade e o apoio a pequenos produtores de matéria-prima. O plano para este primeiro ano era o de ajustar a operação, mas, por causa do coronavírus, todo o processo foi acelerado. Ainda assim, é um projeto recente e que, para o CEO do Icomm Group, precisa de maturação. Mas a aposta é grande.

“A moda está associada ao comportamento, e a gente acredita que, no futuro, isso está bastante alinhado ao (2)Collab. A expectativa é muito positiva quando se fala em moda autoral, sustentável, quando se fala em moda autoral, sustentável. genderless (sem gênero, em inglês), com  diversidade, e tudo isso cabe no projeto. Mas é uma mudança de comportamento. Em termos de consumo, não é algo de larga escala. Queremos sair à frente dessa tendência, mas com equilíbrio e com tempo para amadurecimento”, afirma Eduardo Kyrillos.

Apesar dos lançamentos, o ano de 2020 também trouxe dificuldades para a empresa, como para todo o varejo. No setor de bens de consumo, a categoria de moda foi a mais afetada. Além disso, também sofre com a falta matéria-prima. “O preço do algodão subiu muito e tivemos paradas de produção, tanto no mercado interno quanto com relação aos importados. A falta de produtos já é visível no underwear. Os sortimentos estão menores e os fornecedores estão com um mix reduzido.”

As empresas do grupo, segundo o CEO, estão bem abastecidas. “Mas a produção não voltou ao normal ainda.  Isso afetou o verão e deve afetar o inverno.”

Imagem: Divulgação

Aiana Freitas

Aiana Freitas

Aiana Freitas é editora-chefe da plataforma Mercado&Consumo. Jornalista com experiência na cobertura de tendências de consumo, varejo, negócios, finanças pessoais e direitos do consumidor.

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