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Lojas do futuro sabem tudo do cliente e oferecem autonomia e experiências únicas

É inegável que a pandemia de Covid-19 acelerou tendências em todas as áreas. As escolas passaram a operar sem salas de aula; as empresas, sem escritórios; o varejo, sem lojas. As tendências que viraram prática da noite para o dia no consumo foram tema da apresentação do consultor Luiz Alberto Marinho, sócio-diretor da Gouvêa Malls, no webinar “Retail Trends Pré-NRF O melhor da NRF 2021 Chapter 1”, transmitido pelo portal Mercado&Consumo.

Uma dessas promessas já cumpridas foi a desmaterialização da economia, diz Marinho. Ela já vinha sendo percebida, ainda que de forma mais lenta, antes de se ouvir falar do novo coronavírus. “Em 2019, a indústria fonográfica mundial cresceu 8,2% em receitas e, pela primeira vez na História, a maior parte dessas receitas, ou 56% delas, veio de serviços de streaming”, exemplifica. “As pessoas não pararam de gastar dinheiro com exercícios ou com música, mas estão fazendo isso de maneira diferente e obrigando o varejo e a indústria a se adaptar a novas realidades.”

A fronteira entre o online e o offline ficou ainda menor quando as lojas tiveram de, obrigatoriamente, fechar as portas. Ele destaca a grande adesão ao conceito de live commerce, estratégia de vendas e divulgação de produtos e serviços realizada no ambiente online. A Amazon, por exemplo, fez uma espécie de “mesa-redonda” com influenciadores no Valentine’s Day, o Dia dos Namorados americano.

Luiz Alberto Marinho citou, ainda, a tendência cada vez mais forte de as empresas conhecerem a fundo seus clientes. Ele citou o exemplo da Amazon Go, que tem câmeras e sensores que capturam e interpretam o comportamento dos clientes dentro das lojas, nas quais o consumidor faz tudo sozinho, da escolha do produto ao pagamento. Outro caso é o da loja inteligente do Walmart, completamente monitorada por câmeras – o objetivo, mais uma vez, é entender o comportamento do consumidor.

Além disso, as experiências continuam sendo muito valorizadas pelos consumidores. Marinho citou o exemplo da Drum Labs, de Londres, no Reino Unido, que, muito mais do que loja de instrumentos, é um local de encontro, reuniões e apresentações, e da nova loja-conceito da Lululemon em Chicago, que tem sala para ioga, vestiário e restaurante com produtos saudáveis. “Nós não estamos diante de inovações incrementais, mas de inovações radicais”, sentencia o especialista.

Imagem: Reprodução

Aiana Freitas

Aiana Freitas

Aiana Freitas é editora-chefe da plataforma Mercado&Consumo. Jornalista com experiência na cobertura de tendências de consumo, varejo, negócios, finanças pessoais e direitos do consumidor.

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