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Varejo não essencial vai fechar entre 20h e 6h em São Paulo durante a semana e 24h nos fins de semana

A partir da próxima segunda-feira (25), todas as cidades do Estado de São Paulo vão voltar à fase vermelha do plano de combate à epidemia da Covid-19 diariamente, a partir das 20h. Elas também serão classificadas nessa fase por 24 horas aos finais de semana e feriados até o dia 7 de fevereiro.

As medidas têm impacto direto nos setores não essenciais da economia. Além disso, o governo estadual anunciou a reativação do hospital de campanha de Heliópolis, na zona sul de São Paulo, a suspensão da realização de cirurgias eletivas e a suspensão da obrigatoriedade das aulas presenciais em escolas estaduais localizadas nas cidades que estão nas fases laranja e vermelha.

Os detalhes sobre as mudanças no chamado “Plano São Paulo” foram anunciados no começo da tarde desta sexta-feira (22). A decisão foi tomada por orientação do Centro de Contingência da Covid-19 (CCC) após o aumento do número de casos e de mortes relacionadas à doença. O Estado registra uma morte causada por Covid-19 a cada seis minutos.

Bares, restaurantes, shoppings, salões de beleza

Com as novas medidas, o atendimento presencial em bares e restaurantes, comércio não essencial, como shopping centers, e serviços, como salões de beleza, estão proibidos de funcionar das 20h até as 6h da manhã seguinte, todos os dias da semana. Sábados, domingos e feriados das duas próximas semanas (25, 30 e 31 de janeiro e 6 e 7 de fevereiro) terão a mesma restrição, só que em período integral (por 24 horas).

“O Centro de Contingência tem total consciência do impacto econômico e social dessas medidas, mas não há outra forma de salvar vidas. Por isso, fizemos essas recomendações”, disse o coordenador do CCC, Paulo Menezes.

O coordenador-executivo do comitê de Saúde, João Gabbardo, complementou: “Analisando dados passados e presentes e projeções futuras, baseados nos indicadores e taxas de transmissão, prevemos que o cenário dos próximos dias não será tranquilizador, mas muito sombrio. Corremos um grande risco em São Paulo de, sem tomarmos as medidas necessárias, termos dificuldade de oferecer leitos de UTI para pessoas que precisam de tratamento intensivo.”

Gabbardo afirmou que, atualmente, o Estado registra uma morte causada por Covid-19 a cada seis minutos. “O tempo que demorarmos para tomar as medidas necessárias pode fazer com que os números continuem nesse ritmo.” Ele destacou que outras medidas poderão ser implementadas nos próximos dias, adicionalmente, se os indicadores não melhorarem e “se as pessoas não mudarem seu comportamento”.

“As pessoas não precisam ficar esperando que o governo faça propostas. É difícil, mas existem algumas escolhas que elas precisam fazer.”

Segundo o médico José Medina, que também é membro do CCC, grande parte das contaminações está ocorrendo no ambiente familiar. “Uma pessoa que foi para outra cidade chega assintomática numa casa onde estão quatro ou cinco pessoas e, depois de uma exposição muito prolongada a ela, de mais de oito ou 12 horas, essas pessoas acabam contaminadas.”

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Patricia Ellen, disse que as medidas serão publicadas em decreto amanhã e passam a valer na segunda, para que os moradores do Estado tenham tempo de se adequar.

Imagem: Divulgação

Aiana Freitas

Aiana Freitas

Aiana Freitas é editora-chefe da plataforma Mercado&Consumo. Jornalista com experiência na cobertura de tendências de consumo, varejo, negócios, finanças pessoais e direitos do consumidor.

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