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Macy’s e Sephora se comprometem com iniciativas de diversidade e inclusão

Em meio aos debates sobre equidade racial no ano passado, os varejistas norte-americanos se juntaram. A diretora de criação da marca de acessórios artesanais Brother Vellies, Aurora James, fez uma pergunta simples: os varejistas se comprometeriam a dedicar 15% do espaço das prateleiras a produtos de empresas cujos donos são negros (quase o mesmo tamanho da população negra do país)?

A resposta foi rápida, e empresas como Sephora, West Elm e Macy’s estiveram entre as primeiros a adotar a iniciativa. Agora, nove meses depois, alguns desses mesmos varejistas estão fazendo mudanças significativas – e o “compromisso dos 15%” continua a crescer. A Crate & Barrel assinou contrato no mês passado.

Embora a ideia de Aurora James possa ter iniciado a conversa, outros varejistas lançaram suas próprias iniciativas com o objetivo de diversificar os produtos que vendem. Surgiram programas como o Giant Foods’, que tem etiquetas que identificam produtos de diversos fabricantes. A Lowe’s está trabalhando diretamente com diversos empreendedores para desenvolver produtos para suas lojas físicas e online.

Para muitos, como a Macy’s Inc., a iniciativa foi uma oportunidade de ir ao encontro de objetivos previamente estabelecidos, “ampliando ainda mais o compromisso de acelerar o crescimento e o avanço dos negócios de propriedade de negros”, como afirma a diretora de diversidade da empresa, Shawn Outler.

Sucesso de longo prazo

A Sephora, a primeira varejista a assinar o “compromisso dos 15%”, reconheceu-o como uma “oportunidade de tomar medidas significativas”, disse a vice-presidente sênior de Merchandising, Cuidados com a Pele e Cabelo da marca, Priya Venkatesh.

A ação foi rápida: a Sephora lançou uma nova força-tarefa “inteiramente dedicada a analisar o quadro completo, incluindo como examinamos e vetamos marcas e como podemos desenvolver nossas práticas de negócios”, diz.

“O que é importante é que nossa abordagem para o ‘compromisso de 15%’ seja mais holística, com o sucesso de longo prazo dessas marcas como recompensa. Estaremos trabalhando em estreita colaboração com a Aurora James e outros fundadores e líderes da indústria, que nos ajudarão e nos aconselharão sobre as ações que devemos tomar. Queremos fazer isso da maneira correta para termos a certeza de que estamos tomando medidas para preparar essas empresas para o sucesso de longo prazo.”

A Sephora já lançou uma nova categoria em seu site, com curadoria de produtos de marcas de propriedade de negros. “Em última análise, isso é mais do que apenas oferecer produtos”, diz Priya Venkatesh. “É um plano de longo prazo para sucesso e sustentabilidade.”

A executiva promete uma atualização mais formal sobre o progresso relacionado ao compromisso firmado, bem como um plano de ação mais amplo, no final do ano. Mas ela observa que a Sephora “fará um grande progresso” no sentido de cumprir a sua parte. Transparência é fundamental, diz ela. “Nós nos responsabilizaremos por toda a nossa comunidade Sephora para demonstrar que estamos fazendo progresso e vendo mudanças. Este não é o início do nosso trabalho e não será o fim.”

Mês da História Negra

A Macy’s, outra das primeiras signatárias do compromisso, começou a vender 11 novas marcas de beleza de propriedade de negros neste Mês da História Negra. As marcas, incluindo Camille Rose, Curls, Epara e LaPierre Cosmetics, estavam na lista Indie26 da CEW (Cosmetic Executive Women, ou Mulheres Executivas de Cosméticos, uma organização que reúne mais de 10 mil profissionais pelo mundo).

O relatório deste ano da CEW lança um olhar sobre 26 empresas de beleza fundadas por mulheres negras.

A Story at Macy’s, um espaço dentro do site da empresa que abriga pequenos negócios e empresas emergentes, deu as boas-vindas a 16 novas marcas de propriedade de negros em fevereiro, incluindo Adjourn Teahouse, Coco Michele e Puzzle Huddle.

As iniciativas da Macy’s não se limitam a este mês. Em março, a empresa vai lançar a “Icons of Style” (“Ícones do Estilo”), com coleções de edição limitada de Zerina Akers, Misa Hylton, Aminah Abdul Jillil, Allen Onyia e Ouigi Theodore.

Treinamento e financiamento

Em alguns casos, os varejistas estão descobrindo que precisam ir mais fundo no auxílio aos empreendedores além de apenas adicionar seus produtos às prateleiras. O programa “Accelerate” da Sephora, criado há cinco anos, se concentrará exclusivamente em ajudar os empresários negros a fazerem seus produtos decolarem com treinamento, orientação, suporte de merchandising e financiamento.

“Nosso objetivo é fornecer a esses fundadores a comunidade e o ecossistema para apoiar seu lançamento na Sephora”, diz Priya Venkatesh. “Este é um compromisso de longo prazo, que leva tempo. É algo que queremos acertar, não algo que procuramos apressar apenas para dizer que atingimos os 15%.”

A Macy’s fez o mesmo com sua turma de 2021 do “The Workshop at Macy’s”, que até agora ajudou 120 marcas diversas a escalar seus negócios na última década. É tudo parte dos esforços da Macy para “explorar e desenvolver novos caminhos para identificar e fazer crescer a próxima geração de negócios de propriedade de negros”, disse a Macy’s, em um comunicado.

Em setembro do ano passado, a Lowe’s lançou seu programa “Making It… With Lowe’s” em colaboração com Daymond John, apresentador e criador do reality show “Shark Tank”. Os empresários foram convidados a vender diretamente para a loja de materiais de construção, com possibilidade de venda online e em lojas físicas.

Mudando a cara do varejo

O compromisso de transformar o varejo em um setor acolhedor para todos – empresários e compradores – não será instantâneo. “É importante ter em mente que uma mudança como essa não acontecerá da noite para o dia”, diz Priya Venkatesh. “É um trabalho importante – e levará tempo para acertar. Seja paciente, mas seja apaixonado, e garanta que todas as camadas do seu negócio estejam envolvidas.”

Uma iniciativa pública como a assinatura do “compromisso dos 15%” deve ser apenas o começo de uma abordagem holística, que se alinha com o que está acontecendo em toda a empresa. “Isso pode parecer óbvio – mas a chave realmente é ser autêntico. Embora tenhamos aderido ao compromisso há apenas seis meses, esse tipo de compromisso é algo que nossa empresa já havia assumido para construir uma comunidade de beleza mais inclusiva, tanto interna quanto externamente.”

E, finalmente, é importante perceber que esta é uma história que vale a pena compartilhar. A Giant Foods, com 164 lojas na região de Washington, está lançando rótulos de prateleira atualizados sinalizando produtos de empresas fundadas por mulheres, veteranas, negras, asiáticas, indianas, hispânicas, LGBTQ e asiáticas. Ao todo, a empresa apresenta mais de 3.100 produtos de 218 marcas.

Há um longo caminho a percorrer para que 15% do espaço de prateleira no varejo seja fornecido por empresas de propriedade de negros, mas o compromisso e outros programas semelhantes estão fazendo progressos.

Com informações do Blog NRF
Imagem: Divulgação

Redação

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