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São Paulo volta à fase vermelha; veja o que pode e o que não pode funcionar

O Estado de São Paulo volta, no próximo sábado (6), à fase vermelha do plano de flexibilização da economia. A medida tem por objetivo tentar conter o avanço da pandemia de Covid-19 em todas as regiões do Estado. Nesta etapa, apenas setores classificados como essenciais no chamado Plano São Paulo podem funcionar normalmente (confira, abaixo, o que pode e não pode abrir).

A medida começa a valer à meia-noite do sábado e se estenderá até o dia 19 de março. Serão 14 dias no total, inicialmente. As escolas das redes pública e privada permanecerão abertas.

O anúncio foi feito no início da tarde desta quarta (3) pelo governador João Doria e pela equipe do Centro de Contingência do Coronavírus. Desde o dia 26 de fevereiro, todas as cidades estavam com uma restrição de circulação mais rigorosa, com o que o governo chamou de “toque de restrição” entre as 23h e as 5h. Agora, esse horário foi ampliado, passando a valer a partir das 20h.

A decisão foi tomada diante do aumento expressivo de casos de Covid-19 no Estado, que bateu recorde desde o início da pandemia. Doria classificou as próximas duas semanas como as piores desde o início da pandemia de Covid-19. “É a pior crise de saúde dos últimos 100 anos. Há 41 dias, o Brasil tem mais de mil mortes por dia. É como se cinco aviões caíssem todos os dias, matando todos os seus ocupantes. Isso é uma tragédia, que pode ser ainda pior se não tomarmos medidas.”

O coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus, Paulo Menezes, também mostrou preocupação. “Estou no Centro de Contingência desde o início da pandemia, e hoje é o dia mais difícil que já enfrentei, pelo diagnóstico da situação e pelas medidas que devem ser tomadas para que consigamos continuar nesse enfrentamento.”

O coordenador-executivo do grupo, João Gabbardo, admitiu que as medidas terão forte impacto na economia. “Seremos obrigados a impor o fechamento de serviços não essenciais no Estado de São Paulo e é com muito pesar que a gente faz isso. A gente entende as dificuldades que esses setores econômicos sofrem, sofreram e terão de enfrentar. Mas, com essa velocidade de transmissão da doença, não existe outra alternativa que não seja o isolamento, a restrição de contato.”

A secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Patricia Ellen, complementou: “Precisamos estar vivos para recompor esse faturamento nas próximas semanas.”

O que pode funcionar na fase vermelha?

  • Farmácias;
  • Mercados;
  • Padarias;
  • Açougues;
  • Postos de combustíveis;
  • Lavanderias;
  • Meios de transporte coletivo, como ônibus, trens e metrô;
  • Transportadoras, oficinas de veículos;
  • Atividades religiosas;
  • Hotéis, pousadas e outros serviços de hotelaria;
  • Bancos;
  • Pet shops;
  • Serviços de delivery ou entregas.

O que não pode funcionar na fase vermelha?

  • Comércio de rua e shoppings (de setores não essenciais);
  • Bares e restaurantes (presencialmente);
  • Salões de beleza, cabeleireiros e similares;
  • Academias, centros esportivos e clubes sociais.

Imagem: Reprodução/YouTube

Aiana Freitas

Aiana Freitas

Aiana Freitas é editora-chefe da plataforma Mercado&Consumo. Jornalista com experiência na cobertura de tendências de consumo, varejo, negócios, finanças pessoais e direitos do consumidor.

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