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Vacina e ajuda do governo impulsionam vendas do varejo nos EUA

As vendas no varejo americano ganharam tração em fevereiro, na comparação ano a ano, apesar de uma desaceleração mensal de janeiro. Segundo a National Retail Federation (NRF), federação que representa o setor no país, a aceleração da vacinação contra a Covid-19 e os estímulos governamentais oferecidos às empresas impulsionaram o resultado.

Segundo o U.S. Census Bureau, as vendas gerais no varejo em fevereiro caíram 3% ante janeiro, mas aumentaram 6,3% na comparação com fevereiro de 2020. Em janeiro, as vendas tinham registrado crescimento mensal de 7,6% e um ganho anual de 9,5%. Apesar das quedas mês a mês, os resultados têm sido positivos ano a ano desde junho.

“Os números das vendas no varejo de fevereiro são um pequeno obstáculo no caminho para a recuperação pós-pandemia e não são um reflexo da disposição e capacidade dos consumidores de gastar e impulsionar a economia”, disse o presidente e CEO da NRF, Matthew Shay.

Segundo ele, uma série de fatores contribuíram para esses resultados, incluindo grandes tempestades de neve no Nordeste e tempestades de gelo sem precedentes no Sul.

“Mas eles não diminuem o crescimento resultante do estímulo que vimos em janeiro ou o alívio que o consumidor terá na conta bancária por causa do auxílio adicional nas próximas semanas. Estamos ansiosos pela primavera e, com a confiança do consumidor em seu nível mais alto desde março passado, continuamos otimistas de que o varejo ajudará a facilitar o aumento nos gastos, o crescimento do emprego e o investimento de capital no segundo semestre do ano, ao passo que mais americanos são vacinados e as economias locais reabrem em todo o país.”

‘Bem acima’ dos níveis pré-pandemia

O economista-chefe da NRF, Jack Kleinhenz, disse que, depois do alto desempenho de janeiro, a expectativa era mesmo de números mais baixos em fevereiro na comparação mensal.

“Apesar disso, é difícil ver isso como um revés quando você considera o quão grandes são os ganhos ano a ano e que as vendas estão bem acima dos níveis pré-pandemia. Fevereiro teve tempestades de inverno que afetaram a capacidade dos consumidores de sair e fazer compras, e a demora da Receita Federal para começar a aceitar declarações de impostos atrasou a liberação de reembolsos”, comentou.

Mas, para ele, o aumento da vacinação e a redução das restrições permitiram que mais pessoas se aventurassem e o estímulo do governo fez com que tivessem mais dinheiro para gastar. “No geral, os resultados de fevereiro confirmam que os consumidores estão dispostos a gastar à medida que a situação do vírus melhora e o estímulo governamental contínuo fortalece ainda mais o cenário econômico. Com outra rodada de estímulos sendo liberada agora, esperamos outro grande aumento nos gastos do consumidor nos próximos meses”, afirmou.

O cálculo da NRF de vendas no varejo – que exclui concessionárias de automóveis, postos de gasolina e restaurantes e se concentra no varejo básico – mostrou uma queda de 3,4% em fevereiro na comparação com janeiro. Mas, igualmente, registrou aumento ano a ano, nesse caso de 7,1%. Em janeiro, o aumento ante dezembro foi de 7,7%; ano a ano, foi de 12,7%. Na média móvel de três meses, os números da NRF tiveram alta de 8,9%.

A NRF prevê que as vendas no varejo em 2021 vão crescer entre 6,5% e 8,2% em relação a 2020, para um total entre US$ 4,33 trilhões e US$ 4,4 trilhões. As vendas no varejo durante 2020 aumentaram 6,6% apesar da pandemia, batendo a taxa de crescimento recorde anterior de 6,3% em 2004.

Com informações da NRF
Imagem: Bigstock

Célio Martinez

Célio Martinez

Sócio-diretor de Marketing Corporativo da Gouvêa Ecosystem, empresa que contribui para a expansão e a transformação do mercado de consumo e varejo brasileiro com uma plataforma estratégica de unidades de negócios, produtos e serviços.

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