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Foodservice: 1 a cada 5 quer aderir ao modelo de dark kitchen

Tendência é uma opção para otimizar a operação, que fica concentrada inteiramente na produção

Uma pesquisa nacional encomendada pela VR Benefícios mostra que um em cada cinco operadores de foodservice pretende migrar seu estabelecimento comercial para o modelo dark kitchen. A tendência é uma opção para otimizar a operação, que fica concentrada inteiramente na produção, ou seja, na cozinha, sem que os clientes possam comprar ou consumir refeições pessoalmente.

O levantamento da VR Benefícios apurou ainda que, dentre os comerciantes que pretendem migrar de modelo de negócio, 25% são lanchonetes e padarias, 16% são restaurantes e 4% são mercearias e mercados.

“A pandemia acelerou alguns comportamentos, como novos modelos de negócio e o crescimento do delivery como forma de resposta à crise”, afirma o diretor executivo de Marketing e Serviços ao Trabalhador da VR Benefícios, Paulo Roberto Esteves Grigorovski. “Os estabelecimentos comerciais ampliaram seus serviços de entrega em domicílio ou iniciaram o delivery, além de expandir a aceitação de novos meios de pagamento.”

Os restaurantes, padarias, bistrôs e outros comércios que funcionam com dark kitchen não têm loja, outra vantagem para o comerciante, uma vez que não precisam necessariamente estar presentes nas regiões com grande concentração de escritórios, possibilitando economizar com o aluguel.

Divino Fogão chega a Novo Hamburgo

Uma das redes de foodservice que têm apostado alto neste modelo de negócio é a Divino Fogão. Lançado no mercado de alimentação em 2020, o projeto de dark kitchen da rede acaba de chegar a Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.

“O município de Novo Hamburgo já contou com um restaurante do Divino Fogão no passado. Como a marca é conhecida e bem aceita na região, não restou dúvidas de que investir em uma dark kitchen para trazer os pratos aos moradores da região seria uma ótima escolha. Além disso, conseguimos aproveitar o tempo ocioso da cozinha e rentabilizar melhor o negócio”, revela Fábio Costa, responsável pela nova unidade.

Para participar do projeto, é necessário um investimento inicial de R$ 8 mil, que é destinado à compra de insumos para produção, embalagem e treinamento. Após o investimento, o parceiro se torna um licenciado do Divino Fogão. Cabe à franquia oferecer a capacitação em gestão de custos, treinamento sobre a elaboração dos pratos e negociação junto aos fornecedores para que comprem os insumos com preços diferenciados. Os licenciados também têm uma taxa diferenciada do iFood, exclusivamente para o modelo dark kitchen.

Imagem: Bigstock

Redação

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