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Ecossistemas de dados podem levar a ganhos financeiros de até 9%

Segundo a Capgemini, benefícios são obtidos com economia de custos, novos fluxos de receita e melhorias de produtividade

As organizações envolvidas no compartilhamento, troca e colaboração com dados, como parte de ecossistemas de dados podem obter benefícios financeiros de até US$ 940 milhões, ou 9% de receita anual para uma empresa com um faturamento anual de US$ 10 bilhões. É o que mostra uma pesquisa do Capgemini Research Institute. Nos próximos cinco anos, esses benefícios serão obtidos por meio da economia de custos, novos fluxos de receita e melhorias de produtividade.

De acordo com o relatório “Data Sharing Masters: como organizações inteligentes usam ecossistemas de dados para obter uma vantagem competitiva imbatível” (tradução livre para “Data sharing masters: How smart organizations use data ecosystems to gain an unbeatable competitive edge“), estima-se um adicional de 10 pontos percentuais de vantagem financeira para organizações que atuam com ecossistemas de dados complexos e mais colaborativos, ou seja, que mantêm parcerias que lhes permitem compartilhar informações.

Ainda assim, 61% das organizações se envolvem principalmente em ecossistemas de dados ligados ao compartilhamento simples e baixos níveis de colaboração, e apenas 39% das organizações estão transformando insights baseados em dados em uma vantagem competitiva sustentável.

Ecossistemas de dados no Brasil

Quando se olha especificamente para o Brasil, o mercado de ecossistema de dados ainda está no começo, segundo Caue Moresi, líder da Prática de Insights & Data da Capgemini Brasil. Até por isso, existem muitas oportunidades de crescimento, o que já vem acontecendo nos mercados financeiros e de seguros, com o Open Finance, formado pelo Open Banking e o Open Insurance.

“Com o compartilhamento e a criação de um ecossistema de dados que passe por diversos mercados, poderemos visualizar uma vasta gama de benefícios, tanto para empresas, quanto para clientes. Essa colaboração permite a ‘hiperpersonalização’ de serviços e soluções, que estarão voltados para as pessoas de forma mais direcionada – oferecer o produto certo, para a pessoa certa, na hora certa e com o preço justo”, afirma Moresi.

Ele cita como exemplo uma empresa produtora de bens de consumo que, em parceria com os varejistas e com o consentimento dos clientes, passa a receber informações de compras, promoções e disponibilidade de produtos, podendo repensar como suas mercadorias são oferecidas, seja nas lojas físicas, seja no e-commerce. A partir de uma análise inteligente, é possível reestruturar a estratégia de vendas para atender da melhor forma as necessidades do público final.

“No Brasil, a burocratização de serviços e a falta de órgãos reguladores em diversos mercados ainda é uma barreira a ser enfrentada, mas enxergamos que, nos próximos anos, impulsionados até mesmo com a chegada do 5G, veremos cada vez mais ecossistemas integrados e inteligentes, de forma segura e agilizada para a disponibilização de serviços para clientes de qualquer mercado”, complementa.

Outro aspecto relevante é o momento de novidade e adequação das culturas e estratégias organizacionais: “Um ecossistema inteligente trará a possibilidade de trabalhos colaborativos entre diferentes empresas com muita riqueza nos conjuntos de dados. A empresa que ganhar destreza no manuseio desses dados agora irá se diferenciar e ganhar novas competências. Futuramente, decisões orientadas a dados serão mandatórias e quem iniciar a experimentação agora terá mais agilidade em gerar insights combinando variáveis de diferentes bancos de informações em toda a cadeia de valor do processo. A hora de iniciar essa jornada é agora, enquanto ainda há muito espaço para o empirismo”, acrescenta Moresi.

Empresas querem monetizar dados

O relatório global da Capgemini tem como base uma pesquisa primária com 750 executivos seniores (nível de diretor e acima) de organizações com receita anual global superior a US$ 1 bilhão nos EUA, Europa e APAC (Ásia-Pacífico) que estão atualmente envolvidos no compartilhamento de dados externos. Além disso, a Capgemini também conduziu entrevistas aprofundadas com 30 executivos e acadêmicos da indústria.

Quando se trata dos principais motivadores de negócios para participação em ecossistemas de dados, 54% das organizações declaram um interesse crescente em monetizar dados. Isso ocorre porque esse sistema tem causado um impacto significativo em várias frentes nas organizações: melhorando a satisfação do cliente em 15%, aumentando a produtividade e a eficiência operacional em 14% e reduzindo os custos em 11% ano a ano. A maioria das organizações está otimista sobre os ecossistemas de dados e espera ver o mesmo nível de benefícios nos próximos três anos.

O estudo também descobriu que uma em cada quatro organizações investirá mais de US$ 50 milhões em ecossistemas de dados nos próximos dois a três anos; 76% vão investir mais de US$ 10 milhões. Em média, haverá um investimento de US$ 40 milhões por organização.

O investimento varia muito entre setores e países: 55% das organizações de telecomunicações investirão mais de US$ 50 milhões, enquanto 43% das companhias bancárias o farão. As entidades de saúde e governamentais, no entanto, ficam para trás, com 18% e 7%, respectivamente, investindo mais de US$ 50 milhões. Enquanto isso, os Estados Unidos e o Reino Unido serão os que mais gastam, com mais de uma em cada três organizações em ambas as regiões gastando mais de US$ 50 milhões nos próximos três anos.

Quase metade das organizações pesquisadas (48%) está procurando entrar em novos ecossistemas ou iniciativas, e 84% delas planejam fazê-lo nos próximos três anos. Mais de uma em cada três organizações (36%) estão trabalhando no fortalecimento de iniciativas ecossistêmicas existentes.

“Os dados estão no epicentro da inovação. As organizações que já estão explorando seu potencial estão vendo os benefícios claros que o compartilhamento de dados pode trazer. Eles agora estão olhando além das fontes tradicionais de dados, como agregadores e interruptores de dados, para encontrar insights relevantes e de boa qualidade que impulsionem ainda mais novas ideias, decisões de negócios e, o mais importante, para estender sua vantagem competitiva”, afirma Zhiwei Jiang, CEO of Insights & Data da Capgemini.

Imagem: Bigstock

Redação

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