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Boticário quer transformar a tecnologia em via fundamental do negócio

Grupo quer entender melhor a realidade através de dados e oferecer soluções aos consumidores

Transformar a tecnologia em via fundamental dos negócios. Com esse objetivo, o grupo Boticário fez recentemente aquisições de empresas de tecnologia e software, além de ter lançado uma aceleradora de startups em busca de soluções inovadoras de beleza, varejo ou tecnologia.

“A ideia é oferecer soluções e entender melhor a realidade por meio de dados. Também buscamos ter um desempenho ainda melhor nas áreas em que atuamos e mais intensidade no trabalho de integração dos dados”, afirma Artur Grynbaum, sócio e vice-presidente do conselho da gigante dos cosméticos, em entrevista exclusiva ao portal Mercado&Consumo.

Dono das marcas O Boticário, Eudora, Quem Disse, Berenice? e The Beauty Box, em abril o grupo concluiu acordo para a compra da Casa Magalhães, que oferece soluções tecnológicas voltadas para o varejo, e da especialista em ferramentas de gestão de dados GAVB.

A empresa enxerga a tecnologia como uma ferramenta de apoio para ajudar e apoiar os processos. “Quando você começa a ter essas vertentes e ajuda as pessoas a entenderem, elas começam a enxergar as oportunidades. Mas é um processo, que passa a ser mais rápido a partir do momento que as pessoas estão mais abertas”, explica, acrescentando que outro conceito tecnológico da empresa é a chamada jornada do consumidor. “Esse é o grande plano estratégico. O consumidor como todas as razões.”

O Boticário também tem apostado em tecnologia quando o assunto é marketing digital. Em julho, a empresa foi anunciada como a única brasileira a conquistar o mais alto grau do gMaturity, índice criado em 2019 pelo Google para estimular a evolução das estratégias de marketing digital de grandes companhias.

O Boticário apresentou evolução em diversos parâmetros analisados no gMaturity, incluindo análise de resultados de campanhas de marketing de forma alinhada aos objetivos e métricas de negócio. O Google também considerou que o grupo utilizou ferramentas avançadas de Analytics, além de demonstrar visão integrada dos dados de seus consumidores, possibilitando uma estratégia única em todos os canais.

Plano estratégico

O crescente investimento em tecnologia segue um plano estratégico do Boticário. “Investimos muito em marcas, agora estamos investindo em infraestrutura”, resume Grynbaum, explicando que a empresa criou uma aceleradora que ajuda três empresas a fazer seus passos. A GB Venture vai oferecer um processo de mentoria online de um semestre para as startups, com a possibilidade de investimentos no final do processo.

Na ponta do varejo, Grynbaum explica que o investimento em tecnologia foi uma das respostas da empresa ao impacto das medidas de distanciamento social, que afetaram duramente o setor de beleza pessoal, à medida que as pessoas passaram a sair menos e ficar mais em casa assistindo a lives e participando com mais assiduidade de reuniões e eventos virtuais.

“As pessoas perderam o receio de comprar no comércio eletrônico. Na pandemia, não tinha opção. Do outro lado, dos lojistas, passados os primeiros dias do fechamento das lojas, fizeram os canais para faturar com as lojas fechadas”, afirma. Uma das saídas foram as vendas pelas redes sociais e WhatsApp.

Com as medidas de flexibilização e o avanço da vacinação, Grynbaum observa que os primeiros sinais positivos já foram sentidos. “Agora começamos a sentir a retomada.”

Cultura de fazer as coisas

Desde março de 2021, o Grupo Boticário adotou um novo modelo de gestão operacional, dando protagonismo para as áreas de tecnologia, marketing e experiência do consumidor.

Com as mudanças, Grynbaum deixou a posição de CEO, que ocupava desde 2008, e assumiu a de vice-presidente do Conselho Administrativo ao lado de Miguel Krigsner, atual presidente. Fernando Modé, vice-presidente corporativo desde 2015, assumiu como CEO para liderar essa nova fase.

A nova estrutura conta ainda com a ampliação de quatro para sete vice-presidências, com mais integração entre as marcas e os diferentes canais de venda. Com o redesenho, Grynbaum passa a se dedicar de forma mais ampla a olhar o futuro do negócio. “Eu mudei a configuração dos conselhos e trouxe novas pessoas, que me ajudam a fazer um movimento de pensar bem lá na frente e toda essa parte estratégica relacionada ao ESG. Passo a ter tempo para estar junto com os parceiros de negócios, com a parte de inovação e circulando um pouco fora para capturar novas coisas”, afirma.

Imagens: Reprodução

Redação

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