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Cornershop e o desafio de crescer após a volta do consumidor ao supermercado

Head da operação no País, Cristina Alvarenga, concedeu entrevista ao portal Mercado&Consumo

O aplicativo de entrega de compras de supermercado Cornershop chegou a 17 novas cidades brasileiras nos últimos meses, num movimento que representa a maior expansão da sua história. A empresa, criada em 2015 no Chile, foi adquirida na totalidade pela Uber neste ano e aportou aqui em fevereiro de 2020, pouco antes de a pandemia de covid-19 forçar o isolamento social e impulsionar as compras online. O Brasil é, hoje, o mercado em que ela cresce mais rapidamente.

“Essa expansão nos leva a regiões importantes nas quais ainda não tínhamos uma presença consolidada, como Nordeste, Norte, Centro-Oeste e interior de São Paulo”, conta a head da operação no País, Cristina Alvarenga, em entrevista ao portal Mercado&Consumo. Entre as cidades que o aplicativo passou a abranger nos últimos meses, estão João Pessoa (PB), Belém (PA), Cuiabá (MT) e Jundiaí (SP).

Nesse processo de ampliação geográfica, a “Cornershop by Uber”, marca oficial que passou a adotar após a aquisição, fortaleceu as parcerias com as redes regionais de supermercado, como Bompreço e TodoDia. “O varejo no Brasil é muito fragmentado. Os varejistas de atuação nacional já são todos nossos parceiros, mas existe um belo pedaço do Brasil coberto por redes regionais. Aqui é o país em que a quantidade de parcerias com redes regionais é maior”, conta Cristina.

Cornershop fortalece parcerias com redes regionais e chega a 17 novas cidades
Shoppers da Conershop são profissionais autônomos, assim como os motoristas e entregadores da Uber

Novos desafios

A empresa tem, hoje, o desafio de continuar crescendo num momento bem diferente daquele vivido no início das operações no Brasil. Durante os meses de isolamento social, a aderência dos consumidores foi muito grande. Convencer o cliente a delegar a compra de supermercado para outra pessoa, algo que poderia ser complicado, ficou mais fácil naquele momento. “A penetração de supermercado na compra online sempre teve uma barreira muito grande. O que existia até então eram entregas em um, dois dias. O que a Cornershop faz é usar a tecnologia para viabilizar a entrega dessa compra em 60, 90 minutos, ou agendar a compra. Com o contexto do lockdown, as pessoas se preservaram em casa, o que aumentou a chance de penetração.”

De março a abril do ano passado, a Cornershop cresceu sete vezes de tamanho. “Nossa entrada no Brasil foi muito planejada antes da pandemia. Mas éramos uma empresa pequena, havíamos começado em São Paulo e no Rio de Janeiro no fim de janeiro e tínhamos 20 funcionários. Nossos esforços todos tiveram de ser multiplicados”, diz Cristina.

Outro desafio foi garantir a segurança dos funcionários e dos shoppers, os parceiros que vão aos supermercados realizar as compras. Isso se traduziu em novas orientações para a hora da compra e da entrega. “Tivemos as ‘dores do crescimento’ por estarmos numa categoria que cresceu de maneira desenfreada em função do contexto. Fizemos treinamentos 100% online.”

Os shoppers são profissionais autônomos, assim como os motoristas e entregadores da Uber. A maioria é formada por homens, mas a quantidade de mulheres exercendo a atividade é maior do que a de mulheres atuando como motoristas, por exemplo. Segundo Cristina, são pessoas que buscam o app porque precisam complementar a renda, mas ficam porque se engajam na missão de ajudar outras pessoas.

Cornershop fortalece parcerias com redes regionais e chega a 17 novas cidades

Aprendendo sobre o cliente

Entre fevereiro e abril deste ano, com o recrudescimento da pandemia, a Cornershop voltou a registrar um crescimento expressivo: dobrou de tamanho. A expansão começou por São Paulo e o plano de alcançar 17 novas praças foi cumprido. No total, a empresa está hoje em 103 municipalidades. A avaliação positiva dos clientes, além da propaganda boca a boca, continuam fazendo a empresa crescer, ainda que não nas taxas vistas anteriormente. Conta a favor, ainda, o fato de que, com um ano e meio de Brasil, a Cornershop passou a entender melhor o cliente daqui.

“Uma das coisas que aprendemos é que, tendo o cliente uma lista de compras ou não, ele insere mais itens no carrinho. Além disso, agora, esse cliente que está com a gente há bastante tempo está evoluindo seu estilo de compras. Ele permanece na plataforma, mas pede um sortimento mais amplo. Antes, se ele não encontrava a marca que queria, isso não impactava na conversão. Agora, já impacta. A barra já subiu.”

A empresa também percebeu a importância de ampliar os segmentos em que atua. Hoje, além de supermercados, o aplicativo conta com farmácias, açougues, pet shops e lojas de presente. Outras categorias estão em desenvolvimento, como construção e decoração, cama, mesa e banho e moda.

“O que estamos assistindo aqui entre a Cornershop e a Uber é a ampliação das parcerias nos novos modelos de negócio. Negócios diferentes se integrando para oferecer uma oferta única, com maior valor percebido, hiperconveniência e custos competitivos. O mercado ancorado nas plataformas digitais se transformando a cada instante”, analisa o consultor da Gouvêa Consulting Jean Paul Rebetez, colunista da Mercado&Consumo.

Imagens: Divulgação

Aiana Freitas

Aiana Freitas

Aiana Freitas é editora-chefe da plataforma Mercado&Consumo. Jornalista com experiência na cobertura de tendências de consumo, varejo, negócios, finanças pessoais e direitos do consumidor.

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