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Panorama Mercado&Consumo: após queda, varejo deve ser estimulado pelo 13⁰ salário

No cenário externo, inflação preocupa nos Estados Unidos e na China

Apesar da queda intensa, de 3,1%, em agosto, o varejo deve ser incentivado nos próximos meses pela abertura da economia e o 13⁰ salário. A escalada da inflação, porém, pode ser um limitador para essa recuperação. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta 10,25%. Para ser controlada serão necessárias políticas monetária e fiscal agressivas.

Por outro lado, o setor de serviços segue em alta, com crescimento acumulado de 5,1% em 12 meses, bem acima do nível pré-pandemia.

Assim como no Brasil, os preços ao consumidor nos Estados Unidos sobem com força, puxados principalmente por alimentos, e devem seguir em alta nos próximos meses em meio a uma alta nos custos dos produtos de energia. Por outro lado, as vendas no varejo mostram sinais de recuperação, com alta de 0,7% no mês de setembro, acima da estimativa do mercado de -0,2%.

Na China, as empresas chinesas também continuam pressionadas pelo custo de suas matérias-primas, pelos gargalos de produção e pela falta de energia. O índice de preços ao produtor chinês cresceu 10,7% em setembro, contra 9,5% em agosto.

 O “Panorama Mercado&Consumo” é produzido pelo time da Gouvêa Analytics, integrante da Gouvêa Ecosystem. Confira, a seguir, os principais pontos de atenção nos próximos dias.

Cenário econômico nacional

Com queda de 3,1%, muito acima da expectativa de mercado, o varejo foi a decepção do mês de agosto, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio, do IBGE. O número é muito volátil, já que tinha apontado alta de 2,7% em julho. O resultado foi influenciado pelos juros e pela inflação, que contribuíram para a queda das categorias de equipamentos de uso pessoal e doméstico, móveis e eletrodomésticos.

Nos próximos meses, o setor deve ser estimulado com a abertura da economia e o 13⁰ salário.  A inflação, os juros e o mercado de trabalho fraco podem ser limitadores dessa recuperação.

Já os serviços apontaram alta de 0,5% em agosto, com crescimento de 5,1% em 12 meses, bem acima do nível pré-pandemia. Contribuíram para o crescimento alojamento e alimentação, com 4,5%; e transportes, com 1,1%, puxado pelo setor aéreo que teve crescimento de 7,4%.

A indústria caiu 0,7% em agosto, como o esperado, por conta de gargalos no fornecimento de matérias-primas e materiais, aumento do custo de produção e aumento dos juros influenciaram o indicador. As perspectivas para o setor não são boas porque a pressão de custos e as deficiências da cadeia produtiva devem permanecer, pelo menos, até o final do ano.

O IBC-BR, índice do Banco Central que tenta antecipar movimentos do PIB, mostrou uma queda de 0,5% em agosto, acima da estabilidade prevista pelo mercado. Porém, os números de comércio (-3,1%) e indústria (-0,7%) foram mais significativos do que a alta de serviços (0,5%). A partir de agora, os serviços devem ditar o ritmo do crescimento. O efeito carry over (carregamento) já está abaixo de 5%, ou seja, se não crescermos nada até o final do ano, o IBC-BR pode ficar abaixo dos 5%.

a inflação não da trégua. O IPCA, índice oficial de inflação, marcou alta de 1,16% em setembro, levando a inflação em 12 meses a 10,25%. A energia foi a vilã (6,43%), seguida por gás (3,91%) entre os artigos essenciais. Num momento em que ainda existem restrições de voos, as passagens de avião subiram 28,19%.

O importante é perceber que a inflação está disseminada na economia e deve continuar forte e vai necessitar de políticas monetária e fiscal agressivas.

Cenário econômico mundial

Nos Estados Unidos, o mercado de trabalho apontou a contratação líquida de 194 mil novos cargos contra uma expectativa de 550 mil. Os números abertos revelam que “leisute and hospitality” criaram 74 mil novos postos e “arts” 43 mil. O setor de varejo gerou 56 mil postos. Por outro lado, o custo do trabalho assusta: a hora média subiu 4,3% e ainda há mais de 11 milhões de vagas não preenchidas.

Com uma pequena melhora nas condições sanitárias, com a média móvel de mortes diárias passando de 2.000 para 1.600 e o número de casos caindo pela metade, de 160 mil para 80 mil, o varejo americano mostrou sinais de recuperação. As vendas varejistas no país registraram uma alta de 0,7% no mês de setembro, acima da estimativa do mercado de -0,2%. Se forem descontadas as vendas de automóveis, a alta é ainda maior, de 0,8%.

A inflação continua bastante alta. O CPI, índice de preços ao consumidor, subiu para 5,4% anual em setembro, contra 5,3% em agosto, lembrando que a meta no país é de 2%. A alta é generalizada, com alimentos subindo 0,9% no mês. O core, que retira do índice os preços voláteis, chegou a 4% no ano. O mais preocupante é que os preços de energia ainda não apareceram na alta de setembro e devem aparecer em outubro.

Na China, a preocupação continua sendo o setor imobiliário. Depois da Evergrande, mais três empresas não conseguiram pagar tranches de dividas: Fantasia, Modernland e Sinics. A preocupação é que as regras mais rígidas sobre alavancagem das empresas, diminuição na facilidade sobre a compra da segunda casa e a desconfiança da população sobre a saúde financeira das empresas podem gerar um problema ainda maior.

O índice de preços ao produtor chinês cresceu 10,7% em setembro, contra 9,5% em agosto. As empresas chinesas continuam pressionadas pelo custo de suas matérias-primas, pelos gargalos de produção e pela falta de energia. Esse processo é altamente inflacionário para o mundo.

Imagem: ShutterStock

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