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Varejo físico sob pressão!

Todos concordam que as lojas físicas estão se esforçando para sobreviver impactadas pela pandemia ou até mesmo muito tempo antes dela. Enquanto isso, as plataformas digitais e o e-commerce estão crescendo a duplo dígito. Não parece que essa situação deva mudar no futuro pós-pandêmico.

Claro que muitas empresas já entenderam que uma estratégia integrada omnichannel, garantindo consistência, fluidez e produtividade, é o melhor caminho para garantir a saúde entre canais, pois como todos sabemos a jornada dos clientes não é linear – além de ser multicanal, plural, a qualquer hora em qualquer lugar, e também influenciada por agentes e meios até então inimagináveis.

A teoria do “varejo apocalipse” nos ronda há algum tempo. Tempos difíceis para o varejo podem ser observados em números de fechamento das lojas físicas em 2020. Segundo o CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), 75 mil estabelecimentos fecharam as portas no Brasil, ao passo que foram abertos no mesmo período 40 mil novos e-commerce por mês no País, segundo a Loja Integrada, plataforma de e-commerce gratuito.

Estes números não são prerrogativas nacionais. Por todo mundo o comportamento foi similar. A quantidade de abertura versus fechamento de lojas físicas contém um delta dramático e não parece que essa tendência vai mudar nos próximos anos, mesmo com os efeitos da pandemia sob controle.

 

Varejo físico sob pressão!

O varejo online está capturando o crescimento das vendas, além de pôr muita pressão nas margens das lojas físicas aumentando ainda mais a competitividade.

Sem dúvida a crise da covid-19 acelerou toda essa mudança, mas mesmo antes ela já vinha acontecendo. Muitos estudos e análises apontam para isso. Recentemente o UBS (Union des Banques Suisses) lançou um estudo afirmando que o futuro para o varejo físico não será fácil. O banco aponta que 9% de todas as lojas dos Estados Unidos devem fechar até 2024, algo como 80 mil estabelecimentos, sendo que 20 mil no segmento de moda.

Para termos uma ideia, o comércio eletrônico representa atualmente 11% do total, tendo crescido 75% no último ano. Em países como os EUA e muitos europeus, o comércio eletrônico já passou dos 20% de representatividade total. Quem não acredita que ele poderá chegar a 40% nos próximos anos? E, atingindo-se essa representatividade, como manter o varejo físico aberto?

Ainda maiores que o comércio eletrônico, estamos vendo surgir no mundo e no Brasil os Ecossistemas de Negócios, que vão remodelar a forma como compramos e nos relacionamos com as empresas. É o caso do Google, Alibaba, Amazon, Magalu, Mercado Livre, etc.

São os novos “masters” do consumo, graças à sua enorme capacidade de se financiar alavancando investimentos quase que infinitos e atuando em diversos segmentos sinérgicos. Conseguem recursos “quase” infinitos em tecnologia, inovação, aquisições e recursos humanos de alta performance. Quanto maiores ficam, mais concentram poder.

Faz tempo que venho propondo esta reflexão, e agora segue uma afirmação: o mundo de amanhã será liderado pelos Ecossistemas de Negócios.

A China começa de alguma forma a tentar conter esses gigantes, mas a tendência é que eles concentrem tudo. Tomar uma atitude em relação aos ecossistemas será crucial para os decisores de negócio: ou formam parte de um ou criam o seu próprio!

E como fica o varejo físico diante edsse cenário?

Vendas caindo, margens sob pressão, custos aumentando especialmente sob os requerimentos dessa transformação: como resolver estas questões? A omnicanalidade resolve essas circunstâncias? Com certeza o indicador mais importante é a rentabilidade das operações de varejo.

Como começar? Confira aqui o checklist “fundamentômetro”:

  • Melhorar a eficiência operacional, baixando os custos especialmente do inventário e com pessoal;
  • Alcançar o equilíbrio reduzindo e repensando o formato de loja;
  • Buscar novas receitas com melhores margens, por meio da oferta de serviços;
  • Buscar investimento da indústria, “trade”, amortizando o custo de ocupação;
  • Monetizar o fluxo com mídia, buscando parcerias para geração de fluxo;
  • Desenvolver novas iniciativas: delivery ou uso de dark stores;
  • Repensar a abertura de lojas e focar nas existentes que performam;
  • Ter uma atitude em direção ao digital, em processos, logística, sortimento, experiências e ofertas.

Apesar de todo o movimento que estamos vendo em direção aos formatos digitais, muitos segmentos continuam performando muito bem e se mostram bastante resilientes frente às plataformas, tais como: atacarejos, farmácias, hard discounts, óticas, moda de alto luxo, alimentos, material de construção, móveis, etc.

Estes segmentos devem tirar vantagem do momento, confiar no quão resiliente são, mesmo sem uma devida resposta ao e-commerce, e acima de tudo ter lojas relevantes, sem rupturas, com formatos mais enxutos e inteligentes e com possibilidade de agregar serviços melhorando margens.

Nunca foi tão difícil como agora, para os varejistas, decidirem onde investir em seus negócios.

  • Devo continuar a investir em lojas físicas e manter a expansão na abertura de novos metros quadrados?
  • O que realmente quer dizer “phygital store”?
  • “Phygital” é a nova realidade?
  • Devemos priorizar todo o investimento para o e-commerce?
  • E quanto ao marketplace?
  • Como criar sinergia entre os canais?

Dúvidas como estas estão na cabeça dos decisores o tempo todo. Nossa equipe de consultores lida com essas questões na prática, diariamente e com muitas horas de projetos que podem auxiliá-los a tomarem caminhos assertivos no desenvolvimento dos seus negócios.

Jean Paul Rebetez é sócio-diretor da Gouvêa Consulting.
Imagem: Shutterstock

Jean Rebetez

Jean Rebetez

Jean Paul Rebetez é sócio-diretor da Gouvêa Consulting, empresa de consultoria do ecossistema da Gouvêa que atua na transformação de negócios associados ao varejo e consumo.

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