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Falar em ESG e capitalismo consciente vai ao encontro das exigências das novas gerações

Varejo com Causa debateu a nova geração de consumidores que busca marcas com propósito

Diante de uma nova geração de consumidores digitais ultraengajados, que buscam marcas com propósito e responsabilidade socioambiental, refletir sobre conceitos como ESG (sigla em inglês para Governança Ambiental, Social e Corporativa) e capitalismo consciente deixou de ser apenas uma opção para as empresas. O momento pede ações claras e transparentes para além do discurso.

Essa é a visão de Juliano Ohta, CEO da Telhanorte Tumelero, e Hugo Bethlem, chairman do Instituto Capitalismo Consciente Brasil (ICCB), que participaram da 1ª Semana do Varejo com Causa nesta quinta-feira, 11. O evento foi criado para debater a cultura de doação no varejo e a importância do impacto social, organizado pelo Grupo MOL em parceria com o Movimento Arredondar e a Cause. Mercado&Consumo é parceira de mídia do projeto e, além de divulgar as lives todos dias, faz uma cobertura especial do que foi debatido.

“Não adianta mais só pendurar um quadro na parede da empresa com ‘missão, visão e valores’ e não agir. O mundo agora é transparente e os consumidores mais jovens querem saber o que a empresa tem de único e autêntico, querem saber qual seu impacto no mundo. Não podemos só falar. Precisamos falar e fazer”, diz Juliano Ohta.

Ohta analisa que a geração Z, que está entrando agora no mercado de trabalho, está escancarando a necessidade de se pensar o ESG: “Os jovens dessa geração são mais ansiosos e preocupados e, diante de incertezas, querem agir socialmente, querem empreender e exigem mudanças das empresas. Eles não buscam um consumo desenfreado e preferem consumir marcas que agem com propósito”, completa.

Sobre a pandemia, que fez muitas empresas despertarem para a cultura da doação e agirem para doar dinheiro e outros itens de necessidade, os executivos não acreditam que essa nova mentalidade de empatia e solidariedade esteja plenamente consolidada e garantida para o futuro.

Ponto de virada

“Gostaria que a pandemia tivesse sido um game changer [ponto de virada], mas acho que foi apenas um game accelerator [acelerador]. O Brasil não tinha a cultura de doação e muitas empresas ajudaram, mas acho que elas poderiam ter feito muito mais”, reflete Bethlem.

“Houve um movimento maior do que o esperado. As necessidades ficaram muito escancaradas e, em momentos como esse, surge empatia. Mas, conforme as coisas forem se normalizando, a tendência é esse sentimento desaparecer. Por isso é responsabilidade de nós executivos lembrar sempre dos problemas do Brasil e continuar provocando nossas equipes a enxergar esses problemas e a buscar soluções”, diz Ohta.

Imagem: ShutterStock

Redação

Redação

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