O BBB 22 e a revolução brasileira na coleta e uso de dados

Apesar da transmissão principal ser pela TV aberta, grande parte do conteúdo é visto por meio da plataforma de streaming Globoplay. Várias são as marcas patrocinadoras do programa, assim como diversas outras que utilizam de links, memes, trending topics, influenciadores digitais e outros artifícios para inserirem narrativas de seus produtos e serviços no ambiente gerado pelo reality.

É claro que todas elas, especialmente anunciantes que investem importante fatia de sua verba de marketing nesse patrocínio, buscam gerar alto índice de engajamento com suas respectivas marcas por meio da conversão, isto é, o acesso dos espectadores a sites de e-commerce, serviços financeiros, imobiliárias digitais, entre outros. E é aí que começam os desafios tecnológicos, que necessariamente precisam suportar esse alto volume de cliques simultâneos.

Após a experiência de apoiar dois importantes anunciantes na edição anterior e nesta, vimos em tempo real níveis de acesso exponenciais durante eventos como “prova do líder” e outras atrações do reality. Fizemos diversos testes e ajustes na arquitetura de sistemas dos nossos clientes de maneira muito rápida e aprendemos a relevância da entrega de uma experiência impecável ao usuário durante toda sua jornada digital.

Para obter resultados reais, é fundamental ter uma infraestrutura tecnológica adequada. De nada adianta todo o investimento em publicidade se, ao interagir, o usuário se frustrar com lentidão, usabilidade ruim ou disposição de informações de forma inadequada.

Nesse contexto, é preciso investir em observabilidade. Na prática, isso significa possuir uma plataforma capaz de monitorar cada transação digital do usuário, para garantir sua boa experiência, e também a coleta e sistematização de dados sobre o comportamento dele na interação com a marca. Esse monitoramento gera altos volumes de dados, que são utilizados para definir as métricas de negócio da empresa.

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria, de 2020, mostra que, apesar da maioria das empresas pequenas, médias ou grandes do segmento industrial adotarem ao menos uma tecnologia 4.0, apenas 6% investem em big data. Mas essas conseguiram uma lucratividade cerca de 32% maior em relação ao pré-pandemia. Isso mostra o quanto ainda precisamos avançar nesse tópico.

O pulo do gato do BBB, especialmente nesses dois últimos anos, em que as pessoas estão bastante confinadas em suas próprias casas, foi colocar em evidência a importância de ambientes tecnológicos de alta complexidade para as empresas brasileiras.

São sistemas e bancos de dados desenvolvidos em várias linguagens de programação distintas, arquiteturas de data centers em nuvem, links de internet, e acesso a partir de vários dispositivos como notebooks, tablets e smartphones. Se qualquer uma dessas camadas falhar, os impactos financeiros e na reputação da marca são altíssimos.

Para traçar um paralelo simples, é como um público que vai a um grande evento de entretenimento e enfrenta dificuldades com filas, atrasos nas atrações, falta de segurança e outros desencontros. No mundo digital não é diferente, mas tudo acontece mais rápido, impondo ainda maiores desafios às companhias na entrega da qualidade dessa experiência.

Além disso, há a questão da segurança cibernética. As plataformas de uma empresa devem ser seguras, monitorando possíveis “brechas” na qualidade do código e bloqueando transações suspeitas e maliciosas. Tudo isso para impedir invasões, roubo de dados ou qualquer outro tipo de fraude digital.

Em resumo, o BBB ensina, em tempo real, que o cliente não dá segundas chances quando sua experiência é frustrada. Além disso, o volume de dados que conseguimos gerar dá métricas muito claras sobre o caminho que o negócio deve tomar e quais tipos de produtos ou serviços o seu consumidor está pedindo.

É indispensável para qualquer empresa investir em plataformas robustas de monitoramento de todos os seus ativos de tecnologia, com foco na satisfação do usuário, na análise dos dados e em aprendizados para o futuro dos negócios.

Arthur Gonçalves é CEO da Asper.

Imagem: ShutterStock

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