Juíza afasta Sidnei Piva da gestão da Itapemirim e determina uso de tornozeleira

Piva é acusado de desviar recursos dos credores para criar e financiar empresas paralelas

A Justiça de São Paulo proibiu o empresário Sidnei Piva de exercer qualquer cargo no processo de recuperação judicial do Grupo Itapemirim e determinou que ele passe a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.

A decisão é da juíza Luciana Menezes Scorza, do Foro Criminal da Barra Funda, para quem a permanência do empresário no cargo possibilitaria, ‘em tese, expender esforços para desviar recursos para qualquer empresa paralela’.

“Há indícios suficientes de materialidade e autoria delitivas dos crimes falimentares, estelionatos, lavagem de dinheiro e possível organização criminosa imputados ao averiguado Sidnei Piva dos Santos, restando inegável a gravidade dos crimes que lesionaram inúmeras pessoas”, diz um trecho da decisão.

O afastamento foi determinado no âmbito de uma representação criminal movida pela família Cola, fundadora do conglomerado de transporte, que pediu a prisão o empresário. A juíza, no entanto, decidiu por medidas alternativas enquanto o Ministério Público de São Paulo não conclui a investigação.

A decisão ainda impõe o comparecimento mensal do empresário à Justiça para informar e justificar suas atividades, a entrega do passaporte e a proibição de sair do território nacional sem autorização judicial.

Piva é acusado de desviar recursos dos credores para criar e financiar empresas paralelas. Uma delas seria a ITA Transportes Aéreos, que paralisou os voos no final do ano passado, sete meses após entrar em operação. De acordo com a decisão, apenas no dia em que a empresa suspendeu as atividades, foi identificado o desvio de R$ 4,8 milhões.

O empresário também está sob suspeita de constituir uma empresa no Reino Unido que, na avaliação da juíza, tem indícios de lavagem de dinheiro.

Com a palavra, Sidney Piva

A reportagem buscou contato com a defesa do empresário até a publicação deste texto, mas sem sucesso. O espaço está aberto para manifestação.

Com a palavra, a Itapemirim

Procurada pela reportagem, a Itapemirim não comentou a decisão.

Com informações de Estadão Conteúdo (Rayssa Motta)

Imagem: Divulgação

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